quarta-feira, 5 de abril de 2017

Pesquisas da UFSCar avaliam as condições dos mananciais que fornecem água para São Carlos e região

Ribeirão Feijão tem parte de suas nascentes em São Carlos. Foto: Escola da Floresta (reprodução)
 

Estudos apontam que uso inadequado dos mananciais pode comprometer o fornecimento de água no futuro

Desde 1993, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Internacional de Ecologia (IIE) desenvolvem estudos relacionados aos mananciais de água que abastecem São Carlos e municípios vizinhos. Por exemplo, há pesquisas cujo o objetivo é a preservação dos recursos hídricos do principal manancial de São Carlos e da região que são as bacias do Ribeirão Feijão e Itaqueri (Broa). Uma parcela dessas pesquisas são conduzidas por Francisco Antonio Dupas, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCam) da UFSCar e da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais.

De acordo com o pesquisador, historicamente, o homem sempre se fixou perto de fontes de água por questões estratégicas de uso desse recurso natural. No entanto, esses recursos são finitos e recebem até hoje todo o tipo de esgotamento sanitário urbano e da agricultura, além de sofrer com o desmatamento das regiões ribeirinhas e matas ciliares. "Tudo o que lançamos no solo e na superfície dos rios também contamina as águas subterrâneas de aquíferos de onde o homem já extrai muita água. Só que essa água, além de já estar parcialmente contaminada, está em processo de drástica redução de nível, ou seja, está sendo usada em excesso", afirma o docente. Para Dupas, a reserva subterrânea de água tem que ser poupada para situações emergenciais e o uso dos maiores volumes deveria ser da água superficial que é mais abundante e de mais fácil reposição.

A bacia hidrográfica do Ribeirão Feijão tem parte de suas nascentes em São Carlos, possui 230 km² e integra a bacia do rio Jacaré-Guaçu. Regionalmente, o Ribeirão também contempla os municípios de Analândia, Brotas e Itirapina, locais onde seu uso não é apenas como manancial, mas também para o lazer. A produção de água para São Carlos conta com a participação desses municípios e, neste contexto, tem destaque o Rio Itaqueri (Broa) que é um potencial fornecedor. A cidade também utiliza água do Rio Monjolinho, mas Dupas faz um alerta importante: "São Carlos praticamente já urbanizou o Monjolinho e logo ele não estará mais apto para o abastecimento devido à qualidade da água que será muito ruim".  

O pesquisador da UFSCar afirma que, estrategicamente, o Ribeirão Feijão tem muita importância local pela disponibilidade de água de superfície e como zona de recarga (região por onde um aquífero é recarregado ou recebe a infiltração da água de superfície). "No entanto, apesar de leis claras que favorecem a manutenção da qualidade e da quantidade de água do Ribeirão Feijão, persiste um embate entre interesses econômicos que ampliam a sua degradação, resultando na tentativa de reduzir parâmetros ambientais que garantem a disponibilidade de água atual e para o futuro", destaca o docente. Dupas explica que, assim como os rios urbanos de São Carlos, o Feijão está caminhando para a degradação e, que sem ele, o fornecimento de água ficará comprometido. "Sem o Feijão, as opções de água na região estarão restritas ao aquífero subterrâneo que tem um tempo de vida limitado devido ao rebaixamento, como pode ser constatado em poços mais antigos da cidade. A situação a curto prazo ainda é confortável, mas a longo prazo não é. Devemos pensar a longo prazo preservando o que temos de bom e barato, deixando a reserva de água subterrânea para o futuro", defende o pesquisador. 

Ele acredita que o Poder Executivo municipal deve se valer de informações e dados científicos para tomar decisões que permitam o crescimento da cidade, mas garantam a qualidade e quantidade de água para o fornecimento do município. "Implantar loteamentos e indústrias em áreas de recarga do aquífero e de água superficial, por exemplo, contamina a própria água necessária para o consumo dessa população. A contaminação superficial e subterrânea eleva em até 300 vezes os gastos para o tratamento da água, sem a garantia da qualidade em relação à presença de hormônios, metais pesados e agroquímicos", garante o docente, acrescentando que é preciso informar a população sobre os reais problemas de conservação e uso da água do Ribeirão Feijão, a fim de conscientizá-la para ações de preservação desse importante manancial de São Carlos e região. 

As conquistas de maior destaque durante esses anos de pesquisa em prol da preservação dos recursos hídricos locais foram a inclusão do Ribeirão Feijão e do Monjolinho como mananciais urbanos no Plano Diretor de São Carlos em 2005, a legislação das Áreas de Proteção e Recuperação dos Mananciais (Aprem) do Município; e na revisão do Plano Diretor de São Carlos, realizada em 2016, os rios foram mantidos como áreas de proteção. Os estudos que amparam essas decisões foram realizados com recursos financeiros da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

De acordo com o pesquisador, a proposta agora é implantar o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o Pagamento por Serviços Ecossistêmicos (PSE) - que consistem na transferência de recursos (monetários ou outros) a quem ajuda a manter a preservação ambiental. "Fizemos estudos em todas as camadas sociais e bairros da cidade e verificamos que a população urbana está disposta a contribuir com a recuperação do manancial. Estamos propondo que essa contribuição seja feita por meio da conta de água e esse dinheiro será repassado, via Saae [Serviço Autônomo de Água e Esgoto São Carlos], aos proprietários das terras diretamente ou ao Comitê de Bacias. Assim, o proprietário de terras passa a receber para proteger e recuperar a bacia hidrográfica, promovendo atividades de baixo impacto ambiental", detalha o professor.

Dupas afirma que já está em fase final a elaboração de um projeto de lei para viabilizar a implantação do PSA. Em relação à pesquisa, "os nossos próximos passos são definir os valores financeiros para cada proprietário que venha  a participar do projeto de recuperação via PSA, e a construção de um projeto piloto, junto com o Comitê de Bacias, para a recuperação de áreas degradadas em propriedades particulares", aponta Francisco Dupas. "Nosso grande desafio é enfrentar um problema que se estende por todo o País, que é o descaso com o planejamento das cidades, privilegiando o interesse econômico por meio da especulação imobiliária. Apesar dos problemas enfrentados, acredito e sou otimista que a comunidade será esclarecida da importância do Ribeirão Feijão e que os poderes executivos de São Carlos e região farão o melhor para a população, pensando, principalmente, no futuro das nossas próximas gerações", conclui o docente.

terça-feira, 4 de abril de 2017

UFSCar capacita profissionais na área de Sociologia da Infância

 
Inscrições em curso de especialização vão até 10 de abril

Pesquisadores estudam crianças como produtores de conhecimento. Foto: FAI.UFSCar

Durante muitos anos, as crianças foram vistas como incapazes de influenciar a sociedade a partir do seu modo de agir. Apenas a situação inversa, ou seja, a sociedade influenciando a infância, era levada em conta. Hoje em dia, essa análise mudou e a Sociologia da Infância é o campo da ciência que avança cada vez mais na busca pela compreensão do mundo pela perspectiva da criança. Neste sentido, pesquisadores têm estudado as crianças como produtoras de conhecimento.

Porém, apesar de vários cientistas brasileiros já atuarem nessa área, há uma única pós-graduação que subsidia a formação inicial, continuada e específica de profissionais da Sociologia, da Educação e da Saúde neste sentido. Trata-se do curso de especialização em Sociologia da Infância oferecido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), instituição na qual este campo do conhecimento se consolidou no Brasil.

"Conseguimos produzir algo inédito e estamos começando a dizer quem são as crianças brasileiras e do mundo", relata a professora Anete Abramowicz, do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas (DTPP) da UFSCar e coordenadora do curso. "É um conhecimento que parece simples, mas não é. Sabe-se muito pouco sobre as crianças do ponto de vista delas. Precisamos formar profissionais que tenham capacidade teórica e metodológica para ouvir as crianças e fazer com que essas falas possam ecoar na sociedade", defende a especialista.

O curso aborda a maneira pela qual as crianças do século XXI se relacionam e brincam com as novas tecnologias produzidas pela indústria do entretenimento, ao mesmo tempo em que trabalha temas clássicos, como mortalidade e trabalho infantil. A questão racial na infância também é tratada com base em indicadores sociais, buscando responder a perguntas como o que é ser negro no Brasil e como as crianças são subjetivadas a partir de sua raça.

As crianças indígenas, o estudo de bebês, a história da infância, corpo e sexualidade também compõem a grade curricular da especialização, que tem uma carga horária total de 360 horas. As aulas ocorrem quinzenalmente, aos sábados, com docentes da própria UFSCar, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O curso de especialização em Sociologia da Infância da UFSCar recebe inscrições para sua segunda turma até o dia 10 de abril, por meio do site www.socioinfancia2017.faiufscar.com. Profissionais de qualquer área podem participar desde que já sejam graduados. A gestão administrativa e financeira do curso é da FAI.UFSCar (Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos).

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Aplicativo auxilia alunos da UFScar a organizarem a rotina de estudos

 
Aplicativo UFSCar PLanner é voltado a alunos de graduação da UFSCar. Foto: Divulgação.


Projeto foi desenvolvido entre a Universidade e a Tokenlab, empresa criada por ex-estudantes

A partir deste primeiro semestre letivo de 2017, os alunos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) podem fazer uso de uma importante ferramenta tecnológica para organizar sua rotina na Universidade: o aplicativo UFSCar Planner. Desenvolvido em parceria entre o Laboratório de Inovação em Computação e Engenharia (Lince) da UFSCar e a Tokenlab, empresa criada por ex-estudantes da Instituição, o objetivo específico é prover funcionalidades que possam contribuir com a vida dos alunos de graduação da UFSCar, principalmente no planejamento de suas atividades semanais.

O Lince, coordenado por Cesar Augusto Camillo Teixeira, docente do Departamento de Computação (DC), tem como princípio promover a sinergia entre o trabalho acadêmico e a inovação tecnológica. Entre as estratégias adotadas pelo Laboratório está o estímulo ao empreendedorismo entre os estudantes. Nesse sentido, "em 2016, a Tokenlab nos propôs uma parceria universidade-empresa visando, principalmente, à formação de pessoal e ao desenvolvimento conjunto de atividades de caráter social. Com a colaboração e o aval da Secretaria Geral de Informática (SIn) da UFSCar, que se dispôs a liberar dados importantes para alimentar o aplicativo, decidimos envolver estudantes no desenvolvimento de uma ferramenta que pudesse contribuir com informações básicas aos alunos de graduação. Daí surgiu o app UFSCar Planner", relata Teixeira, que ficou responsável pela coordenação operacional do projeto. Para Tiago Caminha Gaspar, CEO da Tokenlab, na prática, o trabalho conjunto "é uma forma de retribuir para a universidade e sociedade o apoio que tivemos na nossa formação como alunos".

O aplicativo oferece os seguintes serviços: acesso ao deferimento do graduando, com visualização simples de um plano com seu horário de aulas, atividades e identificação do local em que serão realizadas; facilidade para incluir outras atividades em seu plano semanal, além das oficialmente providas pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga-UFSCar); cardápio do restaurante universitário, com notificações automáticas; mapa de localização de unidades e setores da UFSCar; e acesso para ouvir a Rádio UFSCar. 

Para Guilherme Bublitz Soares, aluno do curso de Engenharia Civil e usuário do UFSCar Planner, o aplicativo é muito bom e útil. "Adorei a novidade de 'puxar' a grade do Siga", destaca o estudante. 

Segundo Teixeira, diversos outros serviços podem ser integrados futuramente no aplicativo: acompanhamento imediato de faltas; comunicação instantânea com docentes, grupos de trabalho, Divisão de Gestão e Registro Acadêmico (DiGRA) e com outros setores da UFSCar; consulta a notas parciais ou finais; consultas à Biblioteca Comunitária; integração com redes sociais etc. Outra ideia é construir também versões específicas para professores, técnico-administrativos e alunos de pós-graduação, além de versões para outros sistemas operacionais, já que atualmente ele pode ser acessado somente no Android.

O projeto teve a participação de seis alunos da Engenharia de Computação e Ciência da Computação da UFSCar, que receberam orientações técnicas semanais de diversos profissionais da TokenLab. Uma designer da TokenLab contribuiu com os trabalhos de interação e interface gráfica. "Todos iniciamos o projeto sem qualquer conhecimento em desenvolvimento para dispositivos móveis. Tínhamos como bagagem apenas conceitos básicos da computação e conhecimento de programação. A dificuldade foi grande. Tivemos que conciliar a graduação ao aprendizado do uso prático de métodos ágeis para o desenvolvimento e a criação de funcionalidades para o aplicativo e, neste ponto, tivemos muita ajuda da empresa Tokenlab", afirmou Ruan Willer, aluno do curso de Ciência da Computação. Além dele, também integraram o projeto os discentes Ana Lucia Cardoso, Carlos Augusto Santo Andréa Junior, Daniel William de Souza Cunha, Felipe José Bento e Mateus Barros. "Os alunos que trabalharam no projeto ajudaram a conceber, desenvolver e lançar o produto. Eles estão de parabéns pelo resultado e pela dedicação", descreveu Gaspar, da Tokenlab, que vê boas perspectivas quanto ao futuro da parceria com o Laboratório da UFSCar. "A nossa visão é aproveitar o talento dos alunos, combinado com a estrutura e know-how do laboratório Lince, apoiado pela Tokenlab, para gerar iniciativas concretas", conclui.
O link para o aplicativo está disponível em www.ufscar.br.

Autora de novelas, séries e filmes ministra aula em curso da UFSCar

Rosane Svartman esteve na UFSCar. (Foto: Divulgação / TV Globo)


Pós-graduação em Produção de Conteúdo Audiovisual para Multiplataformas recebe inscrições até 29 de abril

Aula de Rosane aconteceu no dia 25 de março, sábado. (Foto: Divulgação / EAM)
Quando você assiste a um filme no celular, isso ainda é cinema? Ou cinema é só na sala escura com tela grande? Se você assiste a Game of Thrones no computador, aquele produto ainda é uma série de televisão? Hoje em dia, cada vez mais, as tecnologias se misturam e as "telas" se confundem. Vivemos uma era em que as mídias estão em todos os lugares e as pessoas estão conectadas em tempo integral. As narrativas se relacionam em diferentes plataformas e os espectadores da atualidade transitam entre sites, redes socais, dispositivos móveis, como tablets e smartphones, além da tradicional televisão, dentre outros meios, nos quais cada um pode ver o que quer, quando quiser e quantas vezes desejar.

Para Rosane Svartman, autora de duas temporadas de Malhação e da novela Totalmente Demais, exibidas pela Rede Globo de Televisão, um projeto audiovisual hoje em dia deve ser pensado para acontecer em diversas plataformas. "Nós estamos descobrindo novas formas de contar histórias, de se comunicar e realizar ideias", explica. A cineasta esteve na UFSCar para ministrar uma aula aos alunos do curso de especialização em Produção de Conteúdo Audiovisual para Multiplataformas (EAM).


Svartman inovou na TV aberta. Antes do lançamento oficial, Totalmente Demais teve um "capítulo zero" com 15 minutos de duração apresentando a trama e divulgado pela plataforma online Globo Play. A novela contou com um spin off (história derivada) nomeado Totalmente Sem Noção Demais, também lançado na Internet, com dez episódios. Contadora de histórias nata, ela já concorreu a prêmios por projetos transmídia e está rodando seu quinto longa metragem - Pluft, em 3D, uma adaptação da peça teatral infantil de Maria Clara Machado, escrita em 1955. "Gravamos uma primeira parte em dezembro e a segunda será realizada em julho", adianta a roteirista.


Apesar das 3005 salas de cinema espalhadas pelo País e da alta penetração da televisão, a população que consome produtos multiplataforma cresce de maneira contundente e significativa no Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 97% dos brasileiros tem uma televisão em casa, enquanto 102 milhões têm acesso à Internet e a usam diariamente por cerca de cinco horas e meia. Outros dados do País mostram que 94,3 milhões desses usuários consomem produtos multiplataforma, de acordo com a ComScore, empresa de pesquisa de mercado especializada em Internet. Com uma média de mais de um celular por pessoa no Brasil, em apenas um minuto mais de 6 milhões de vídeos são visualizados.


Na aula ministrada na UFSCar, Svartman abordou conceitos de pesquisa, estrutura, sinopse, argumento, justificativa, roteiro, personagens, escaletas, cenas e sequências, assim como diálogos, ganchos, arco narrativo e episódios, defendendo que os profissionais do audiovisual devem transitar entre as diferentes telas. "Antigamente se discutia transmídia de forma isolada, hoje em dia já se aborda o projeto como um todo", ressaltou na ocasião.


Diferente de outros autores conhecidos, Rosane Svartman está inserida no mundo acadêmico. Foi a segunda vez que ela, que também já escreveu e dirigiu filmes, peças de teatro, séries, webséries, reality shows, jogos de realidade alternativa, documentários, programas de auditório, musicais e humorísticos, como o Casseta e Planeta, além de ter fundado a Escola de Cinema do Nós do Morro, grupo localizado na Favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, ministrou uma aula no curso de pós-graduação da UFSCar. "A Universidade também é uma oportunidade de trazer um pouco da minha experiência para dentro da sala de aula e debater. Gosto muito de refletir sobre o que eu estou produzindo e o que estou vendo. Isso é muito enriquecedor", afirma ela.


Durante seu mestrado foi que Svartman começou a pesquisar modelos de negócios de projetos multiplataforma e transmídia. Para a roteirista, não basta ter uma ideia genial, é preciso buscar caminhos para a realização. O Fundo Setorial do Audiovisual tem sido uma grande fonte de recursos. "A Internet ainda não paga um produto audiovisual, então quando se pensa num projeto multiplataforma é preciso saber de onde vem o dinheiro. O mercado está em um bom momento para investir neste sentido", explica.


Sobre sua aula no curso de especialização da UFSCar, a roteirista afirma que além de um processo de ensino-aprendizagem é uma oportunidade para dialogar. "Os alunos também são produtores, alguns muito experientes, e há pessoas que vivem experiências que eu ainda não vivi e é muito legal essa troca. Além disso, quando eu preparo uma aula é uma forma de estudar sobre o que eu estou fazendo", ressalta. Para as aulas, ela costuma indicar vasta literatura aos alunos do curso, que ela mesma utiliza para nortear seus trabalhos.


Com uma abordagem multidisciplinar e um corpo docente diversificado composto por especialistas da UFSCar, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), da Universidade Anhembi Morumbi e de outras universidades, o curso é voltado a profissionais da Comunicação - televisão, cinema, marketing, publicidade, design etc. - e demais interessados no estudo das relações entre franquias de mídia, processos comunicacionais e conteúdos em rede. Durante o curso, os estudantes têm acesso a disciplinas relacionadas à transmídia, vídeos sob demanda, projetos multiplataformas e empreendedorismo e inovação audiovisual. O único pré-requisito é ser graduado.


As aulas são realizadas quinzenalmente, aos sábados, no Campus São Carlos da UFSCar. As inscrições podem ser feitas pela Internet, em www.geminisufscar.com.br/especializacao, site no qual há outras informações. O curso está vinculado ao Grupo de Estudos sobre Mídias Interativas em Imagem e Som (GEMInIS) do Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som (PPGIS) da UFSCar. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail especializacao.multiplataforma@gmail.com.

    sexta-feira, 24 de março de 2017

    Mobilização chama atenção para a conscientização do autismo


    Os atos acontecem nos dias 2 e 3 de abril, na avenida Paulista,

    e na Assembléia Legislativa; Somente em São Paulo há 75 mil pessoas

    com autismo, a maioria sem o atendimento


    Para celebrar o dia Mundial da Conscientização do Autismo, que acontece dia 2 de abril, a Associação de Amigos do Autista (AMA) fará uma mobilização visando conscientizar sobre os desafios de instituições e familiares que lidam com o autismo. A ideia é articular políticas públicas que ajudem a garantir a cidadania de todos os portadores da condição no país.

    O movimento está sendo organizado por diversas instituições e conta com a participação de familiares e profissionais que querem transformar a realidade de quem tem autismo. O objetivo é atingir a sociedade e as autoridades com a mobilização.

    O ato acontecerá em duas datas: dia 2 de abril, às 14h, no Parque Mário Covas, localizado na Avenida Paulista, 1853; e dia 3 de abril, das 9h às 12h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, localizada na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201. Neste segundo dia, o ponto de encontro será o Auditório Paulo Kobayashi.

    Entre as instituições participantes estão o Centro Lumi, Instituto Inspirare, TEA Apoio, Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e Comunidade (APABB), Núcleo Convívio, Autismo Projeto Integrar, Nap Edelweiss, entre outras.

    A mobilização, que acontece desde 2008, vai para as ruas justamente para chamar a atenção do público em geral e impulsionar o comprometimento das autoridades para maiores investimentos nos setores educacionais, assistenciais e terapêuticos.

    Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o autismo, ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), afeta uma em cada 160 pessoas, sendo que algumas delas precisarão de apoio e supervisão para a vida toda.

    Somente na cidade de São Paulo, há 75 mil pessoas com autismo, a maioria sem o atendimento de que precisam.

    Fundada por um grupo de pais em 1983, a AMA foi a primeira associação de autismo do Brasil.

    A entidade oferece atendimento especializado, diário e totalmente gratuito a mais de 300 crianças, jovens e adultos que possuem a condição. Além disso, oferece palestras e serviços gratuitos a profissionais e familiares sobre o tema.

    SERVIÇO

    Mobilização pela conscientização sobre os desafios dos portadores de Autismo

    Dias, locais e horários: 2 de abril, às 14h, no Parque Mário Covas, Avenida Paulista, 1853; e 3 de abril, das 9h às 12h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, localizada na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 - Auditório Paulo Kobayashi

    Informações:

    Associação de Amigos do Autista (AMA)

    Presidente Maria de Fátima da Silva Souza

    Tels. (11) 3277-6307 / 98336-4702

    @Email: fatimasouza@ama.org.br

    www.ama.org.br




    sexta-feira, 17 de março de 2017

    Projeto da UFSCar promove capacitação junto a equipes gestoras de Unidades do Conservação do Litoral Norte de São Paulo

     
    Dentre os resultados está a formação do primeiro Grupo Voluntário de Busca e Salvamento que atende os municípios e Ubatuba (SP) e Paraty (RJ)

    Iniciado em 2014, o projeto de extensão "Capacitação e treinamento para gestão de Unidades de Conservação", da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), já capacitou cerca de 100 pessoas para atuar na gestão do uso público em Unidades do Conservação do Estado de São Paulo.
    As Unidades de Conservação (UCs) são espaços territoriais e marinhos detentores de atributos naturais e culturais de especial relevância para a manutenção do equilíbrio ecológico. São áreas protegidas, pois têm um papel fundamental na preservação do meio ambiente. A ideia que é as UCs conciliem a proteção da fauna, da flora e dos atrativos naturais com a exploração de seus recursos para fins científicos, educacionais, recreativos e turísticos. Dessa forma, as UCs se constituem como uma importante ferramenta para a integração entre homem e natureza. Os parques estaduais são um exemplo de UC e estão espalhados por todo o Brasil. No Estado de São Paulo, são 29 parques estaduais, além de dezenas de outros tipos de Unidades de Conservação distribuídas pelo Estado.
    O projeto da UFSCar tem atuado em UCs do Litoral Norte paulista promovendo capacitação nas comunidades do entorno dessas Unidades. Os objetivos são capacitar condutores e membros das equipes gestoras das UCs; formatar novos roteiros de visitação das áreas; e estruturar Sistemas de Gestão de Segurança (SGS) para as atividades de uso público. Os treinamentos são baseados na Resolução SMA/SP nº32 da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo que estabelece procedimentos para regulamentar a visitação pública e o credenciamento de condutores; e orientados por diversas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aplicáveis ao ecoturismo e turismo de aventura. Participam do projeto o Núcleo Picinguaba do Parque Estadual Serra do Mar (Pesm) e o Parque Estadual Ilha Anchieta (Peia).
    Victor Lopez Richard, docente do Departamento de Física (DF) da UFSCar, é o coordenador do projeto e destaca os resultados concretos já obtidos, como a estruturação de Sistemas de Gestão de Segurança (SGS) no Pesm e no Peia e a formação do primeiro Grupo Voluntário de Busca e Salvamento (GVBS) Costa Verde, que abrange os municípios de Ubatuba (SP) e Paraty (RJ). "O GVBS Costa Verde está sendo reconhecido por entidades - como a corporação dos Bombeiros e a Defesa Civil regional - como uma importante iniciativa dentro de um sistema de atendimento a emergência muito fragilizado pela falta de pessoal. Assim, este grupo deve contribuir para a otimização e racionalização dos recursos humanos e materiais para esse tipo de ação", relata o professor. O GVBS é formado por monitores que receberam a capacitação no projeto da UFSCar e participaram dos treinamentos e simulações de resgate dentro do cronograma do curso ofertado.
    Durante os treinamentos, os conhecimentos transmitidos aos participantes incluem a interpretação de sinais climáticos; técnicas de navegação e orientação e de gerenciamento de grupos; integração e estratégias para resolução de conflitos; estratégias de comunicação e instrução; requisitos básicos de segurança; fatores que podem provocar acidentes; perigos e riscos ambientais; situações e procedimentos de emergência genéricos adequados; primeiros socorros; legislação e conservação do meio ambiente local; técnicas de mínimo impacto ambiental; e requisitos legais e regulamentares relacionados à temática. "Além disso, fomentamos e treinamos competências em técnicas verticais e de resgate em ambientes de canionismo [descida em cachoeiras com técnicas do rapel]", acrescenta o professor.
    Victor Lopez afirma que, a partir dos conhecimentos adquiridos, os participantes podem desenvolver atividades de condução de forma idônea, ambientalmente responsável e segura. Para 2017, as ações do projeto serão realizadas no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), na região do Vale do Ribeira, também no Estado de São Paulo. As atividades serão semelhantes às já implementadas no Litoral Norte, incluindo processo de capacitação de condutores e a certificação de monitores ambientais, oferta de subsídios de gestão com o SGS e suas ferramentas e a formatação de novos roteiros de ecoturismo e turismo de aventura.
    O projeto de extensão tem a contribuição dos professores Vandoir Bourscheidt e Andreia Cassiano, do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm), e Heros Lobo, do Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH) no Campus Sorocaba da UFSCar, e dos monitores Bruno Alberto Severian e Helvio Sousa Junior, alunos do curso de Gestão e Análise Ambiental da Universidade. Além disso, há a contribuição técnica e metodológica do Centro Universitário de Montanhismo e Excursionismo (Cume).
    "Estamos orgulhosos de ter plantado sementes que transcendam a capacitação de pessoas e que permitam atender demandas de gestão. A estruturação de iniciativas regionais de utilidade pública, de maneira comunitária, a partir das competências desenvolvidas no projeto é, sem dúvidas, o seu mais importante legado", conclui Victor Lopez.

    Cinemaison 20 e 21 de março - Mostra de Filmes Francofanos 2017


    MBA em Gestão Ambiental e Sustentabilidade na UFSCar recebe inscrições até o final de março

    As inscrições devem ser feitas no site do curso até o dia 31/3

    O curso de especialização Master of Business Administration (MBA) em Gestão Ambiental e Sustentabilidade, do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), prorrogou até o final de março as inscrições para a formação da nova turma para início no 1º semestre de 2017. 
    O objetivo do MBA é compartilhar conhecimentos em gestão tendo como foco a sustentabilidade, uma vez que a demanda contemporânea por produtos e serviços que utilizam recursos naturais exige uma responsabilidade socioambiental cada vez maior das instituições públicas e privadas e dos profissionais que nelas atuam. 
    O curso oferece disciplinas com tópicos em economia, certificação e licenciamento ambiental, planejamento ambiental participativo, gestão de recursos e gestão de projetos e negócios.  
    Podem se inscrever formados em nível superior que desejam conhecimentos para planejar, gerenciar e aprimorar a gestão de organizações com foco na sustentabilidade. A especialização tem a duração de 24 meses, com aulas presenciais em sábados alternados no Campus Sorocaba da UFSCar. As inscrições devem ser feitas pelo site do MBA, em www.mbagas.ufscar.br, até o dia 31 de março. O processo seletivo contempla entrevista com os candidatos. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail mbagas2013@gmail.com, pelo WhatsApp (15) 99657-3017 ou telefone (15) 98119-6237.




    terça-feira, 14 de março de 2017

    "Todas as Manhãs do Mundo", primeiro longa de Lawrence Wahba, com participações de Ailton Graça e Letícia Sabatella, estreia nos cinemas em 6/4



    Lawrence Wahba, premiado documentarista de natureza selvagem, comemora 25 anos de carreira com o lançamento de seu primeiro longa-metragem, ‘Todas as Manhãs do Mundo’, que estreia nos cinemas em 6/4 (São Paulo; Rio de Janeiro e Porto Alegre) e conta com a participação de Ailton Graça e Letícia Sabatella nos papéis de personagens-narradores (sol e água, respectivamente) da incrível saga do amanhecer nos mais remotos territórios do mundo.   

    A obra enquadra-se em gênero conhecido como ‘docudrama’, mesclando fantasia e realidade em sequências de imagens de tirar o fôlego. Animais como leões e búfalos, com suas intermináveis batalhas no continente africano; salmões e ursos pardos e seus ciclos vitais na floresta temperada do Canadá; as mais exóticas e coloridas criaturas marinhas que se camuflam para sobreviver nos recifes mais ricos do mundo, entre outros, dão cor e vida à produção, fruto de parceria com os criadores de “A Marcha dos Pinguins” (Bonne Pioche), vencedor de Oscar.

    quarta-feira, 8 de março de 2017

    Mostra De|generadas³


    No dia 16 de março, o Sesc Santana inaugura a terceira edição da Mostra De|generadas. Agora diluído em módulos mensais ao longo de todo ano, o projeto que discute o feminismo abre a programação com nomes como o da pesquisadora Djamila Ribeiro, a cantora Paula Cavalciuk e o Instituto AzMina
    Surgido justamente a partir da percepção da necessidade de se discutir o feminismo, seu papel para assegurar a dignidade da mulher e a importância da disseminação do conceito, o projeto ganha uma terceira edição, o que reforça a persistência do discurso. Assim como nas edições anteriores, parte de uma perspectiva histórica mundial do movimento, tendo como recorte o contexto brasileiro, e apresenta a herança e a perspectiva atual da luta pela igualdade de gêneros.

    O De|generadas³ foi pensado em um novo formato. Antes concentrada, a programação passa a adquirir dimensão anual, dividida em ciclos que ocorrem sempre nos últimos finais de semana de cada mês, até novembro de 2017. Cada um desses blocos será composto por manifestações de diversas linguagens artísticas e atividades de formação, como palestras, bate-papos, cursos entre outras.

    Como de costume, a mostra retorna em março, mês da mulher, com a exibição do documentário “Precisamos falar sobre assédio” seguido de debate com a diretora do filme, Paula Saccheta. E já na semana seguinte se inicia a série de atividades.

     

    Confira abaixo a programação completa:

    exibição de filme
    Precisamos falar sobre assédio | 16/03, quinta, das 19h às 22h | Livre | Grátis | Teatro
    (Dir.: Paula Saccheta | BRA | 2016 | 80min.)
    Exibição do filme Precisamos falar sobre assédio seguido de debate com a diretora, a jornalista Paula Saccheta. Mulheres de diversos recortes sociais falam sobre suas experiências pessoais com o assédio sexual. O documentário apresenta, em oitenta minutos, os relatos de 26 dessas mulheres. Como se dialogassem diretamente com o espectador, desabafam, muitas pela primeira vez, sobre traumas e situações humilhantes ocorridas com desconhecidos e, a maioria, com membros da família ou amigos próximos. A produção coloca em questão também a culpabilização da vítima aliada à naturalização do assédio.
    Paula Saccheta integra o Instituto AzMina, instituição sem fins lucrativos cujo objetivo é usar a informação para combater os diversos tipos de violência que atingem mulheres brasileiras, levando em consideração as diversidades de raça, classe e orientação sexual. Produz a Revista AzMina, publicação online e gratuita para mulheres de A a Z.

    palestra
    A Negra na Mídia: Comunicação, Gênero e Raça | 23/03, quinta, das 19h às 22h | Livre | Grátis | Teatro
    Como a mulher negra pode ser representada sem ser usada como simples objeto capitalista no mercado? O meio midiático é, cada vez mais, afetado pelos debates sobre diversidade, em parte por pressão social, e em parte pela necessidade de as empresas atenderem o público respeitando suas singularidades. Por outro lado, se questiona qual é o real benefício da representatividade, e como o debate pode se tornar mais profundo, fora do campo do comércio da imagem das mulheres negras. Conduzida por Gabriela Moura, a palestra pretende auxiliar o espectador a identificar e combater esteriótipos e pré-conceitos e discutir a representatividade ética, indo além da propaganda.
    Gabriela Moura é graduada em Relações Públicas pela Universidade Estadual de Londrina, formada em cultura e idioma árabe pelo Centro Árabe Sírio de São Paulo e especializanda em Sociopsicologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Possui 12 anos de experiência em comunicação corporativa e digital e é coautora do livro #MeuAmigoSecreto: Feminismo além das redes.
    Retirada de ingressos disponível na Rede IngressoSesc a partir do dia 15/03, às 17h30.

    intervenção
    Festa Hot Pente | 24/03, sexta, das 19h às 22h | +14 anos | Grátis | Área de Convivência
    Criado em março de 2014, o projeto itinerante de festa hip hop visa a valorização da cultura negra e do espaço da mulher no gênero. Para o De|generadas, foram convidados a rapper Kessidy Kess, o grupo de danças urbanas Gurias e o coletivo de poetas Slam das Minas. Hot Pente surge da iniciativa da jornalista Neomisia Silvestre e da produtora de moda Thaiane Almeida, o nome remete ao uso dos shortinhos/biquínis da década de 1940 e ao pente quente usado para alisar cabelos crespos.

    vivência
    Escambo Poético: Corpo, Gênero e Encarceramento | 25 e 26/03, sábado, das 14h às 18h e domingo, das 15h às 18h, e 01/04, sábado, das 16h às 18h | +12 anos | Grátis | Área de Convivência
    A partir de um jogo de speed dating (encontro rápido), propõe-se às mulheres presentes um intercambio experiências, ideias e desejos. E então, são convidadas a estabelecer uma troca de correspondências com as detentas da Penitenciária Feminina da Capital (PFC).

    show
    Paula Cavalciuk | 25/03, sábado, às 19h | Livre | Grátis | Deck do Jardim
    Novidade no cenário nacional brasileiro, Paula Cavalciuk apresenta seu primeiro álbum Morte e Vida. Com produção de Gustavo Ruiz e Bruno Buarque, as composições, letras e interpretação ficam por conta de Paula. O álbum traz uma variedade de gêneros, com influências de ritmos latinos e música brasileira. Natural de Campinas, a compositora canta o que chama de “realidade individualmente coletiva”. Paralelamente, trabalha em uma série de projetos artísticos focados no empoderamento feminino para estimular meninas e mulheres a criar seu próprio conteúdo e compor suas próprias músicas. Ficha técnica: Paula Cavalciuk (voz e composição), Ítalo Ribeiro (produção e bateria), Vinícius Lima e Gustavo Marques (guitarras) e Gustavo Machado (baixo).

    performance
    Crútero | 25/03, sábado, das 20h às 21h | +18 anos | Grátis | Área de convivência
    Quais são as possibilidades entre o erótico e o grotesco? Um corpo feminino, grávido e nu, ovos e projeções audiovisuais do vídeo mudo, constituído por passagens eróticas do filme americano Behind the Green Door (1972), compõem a cena. A artista  entrega um ovo para cada um dos presentes, senta-se no cenário criado pelos ovos dispostos no chão, uma vasilha e a projeção. Quebra o restante dos ovos e deixa que as claras escorram pelo seu corpo. A textura das claras sobre o corpo gera uma viscosidade propícia para deslizar pelo chão. O corpo escorregadio não é capaz de levantar e as incessantes tentativas o levam à exaustão. Durante o processo, o vídeo é projetado sob a ação. O som dos ovos quebrando e os espasmos sonoros gerados criam composições audiovisuais entre a projeção cinematográfica e a ação. Com Juliana Bom-Tempo.

    bate-papo
    Feminismo: Uma Perspectiva | 26/03, domingo, das 16h às 18h | Livre | Grátis | Deck do Jardim
    Com participação de Suzane Jardim e Inês Castilho, e Djamila Ribeiro como mediadora, a conversa aborda as perspectivas do movimento feminista no país. São colocados em pauta os atuais debates e reivindicações dentro de uma perspectiva histórica do feminismo no Brasil.
    Inês Castilho é jornalista e pesquisadora. É cofundadora do jornal Nós mulheres, uma das editoras do Mulherio e realizadora dos filmes Mulheres da Boca e Histerias. Integra a equipe da revista digital Outras palavras
    Suzane Jardim é bacharela em História pela Universidade de São Paulo e pesquisadora de gênero e dinâmicas raciais. Foi articuladora e participante ativa das Ocupações Pretas na USP, movimento pela visibilidade da luta por cotas raciais na Universidade. É feminista interseccional e atua como educadora palestrando para jovens e adultos em escolas públicas da periferia sobre questões como violência de gênero, acesso à universidade, história e cultura do povo negro. Atualmente, realiza pesquisa sobre a colocação do negro em diferentes mídias e os estereótipos que cercam esse processo.
    Djamila Ribeiro é, atualmente, uma das principais referências no movimento feminista negro. É pesquisadora na área de Filosofia Política e feminista. Foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Escreve para a revista Carta Capital e para os blogs Blogueiras Negras e Lugar de Mulher.

    curso
    Deve-se queimar Beauvoir? | 30/03 a 20/04, quintas, das 19h às 22h | +16 anos | Grátis | Sala de Múltiplo Uso III
    O curso se propõe a apresentar um panorama sobre a vida e a obra de Beauvoir, com foco nos conceitos filosóficos da autora, necessários para a compreensão de sua análise sobre a mulher presente na obra O segundo sexo, e ainda discute a importância atual da autora na discussão de questões sobre a mulher e sobre gênero em diversos âmbitos. Conduzidos por Juliana Oliva, os encontros consistirão tanto no formato de rodas de conversa com base em leituras e aulas expositivas. Na última aula, os participantes apresentarão os seus pontos de vista sobre a filósofa.
    Juliana Oliva é graduada em filosofia pela Universidade São Judas Tadeu. Concluiu o mestrado em Filosofia com a dissertação “Identidade e reciprocidade em O segundo sexo de Simone de Beauvoir”. Atualmente, é doutoranda em Filosofia na UNIFESP, onde pesquisa a relação erótica autêntica como imagem da reciprocidade entre homem e mulher em Simone de Beauvoir, a partir dos conceitos de O segundo sexo e das representações na obra literária Os mandarins.

     

    Serviço:
    Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo. Tel.: (11) 2971-8700
    Estacionamento - R$12,00 a primeira hora e R$ 3,00 a hora adicional - desconto para credenciados.
    Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal sescsp.org.br

    segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

    Publicação da EdUFSCar mapeia a produção da literatura latino-americana

     

    Livro, de autoria do professor Wilson Alves-Bezerra, da UFSCar, será lançado no dia 3 de março, em São Paulo

    A literatura latino-americana é responsável por grande clássicos da literatura mundial, com autores de grande valor, ainda que pouco conhecidos. "Páginas latino-americanas: resenhas literárias (2019-2015)", de autoria de Wilson Alves-Bezerra, e que está sendo publicado em co-edição pela Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) e pela Oficina Raquel, apresenta clássicos e novidades dessa literatura, levando o leitor a se aprofundar neste universo, além de se familiarizar com o gênero, que oscila entre o jornalístico e o acadêmico.

    O livro traz uma reunião de resenhas inéditas e também as já publicadas por Alves-Bezerra em diversos jornais do Brasil entre os anos de 2009 e 2015, todas tendo como foco a literatura latino-americana. "Os textos publicados têm como causa primeira, na maioria das vezes, não um projeto de pesquisa do professor, mas uma demanda do editor. Esta demanda, por sua vez, raras vezes, é transcendente: pode ser o lançamento de um livro, uma retradução, um prêmio, uma efeméride, uma morte", explicou o autor no posfácio da obra. Porém, ele pondera: "se por um lado, a grande maioria dos temas presentes neste livro é obra de Acaso, Demanda e Mercado – para citar três deuses contemporâneos –, as perspectivas e reflexões deste que os assina querem fazer-se relevantes. O desafio sempre foi estabelecer relações, indicar caminhos de leitura e sugerir autores e livros."

    Alves-Bezerra também é irônico ao destacar o interesse em reunir as resenhas publicadas nos jornais O Estado de S.Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Zero Hora e O Estado de Minas e publicá-las em um livro: "A resenha literária, se sabe, é gênero menor, e em geral pouco considerada pela universidade. Não dá prestígio ao autor, não é considerada produção relevante pelas agências de fomento, não produz fama nem riqueza (...) quando transplantada das páginas de algum caderno literário a uma revista acadêmica, passa a ser mais considerada, discutida, indexada e pontuada pelas mesmas agências."
    Ao todo são 64 artigos, que aparecem por ordem alfabética do sobrenome do autor resenhado. Lá estão analisados livros como "Antes que anoiteça", do cubano Reinaldo Arenas; "Raiva", do argentino Sergio Bizzio; "O livro de areia", do também argentino Jorge Luis Borges; "2666", do chileno Roberto Bolaño; "Cem anos de solidão", de Gabriel García Marquez; "Pornô Chic", da brasileira Hilda Hilst, entre outros. O livro traz ainda duas resenhas inéditas, as das obras "Prólogos, com um prólogo de prólogos", de Jorge Luis Borges, e "Chamadas telefônicas", de Roberto Bolaño.

    Wilson Alves-Bezerra é escritor, tradutor, crítico literário e professor do Departamento de Letras da UFSCar. É doutor em literatura comparada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em literatura hispano-americana pela Universidade de São Paulo (USP), onde também se graduou. É autor dos ensaios "Reverberações da fronteira em Horacio Quiroga" (Humanitas/Fapesp, 2008) e "Da clínica do desejo a sua escrita" (Mercado de Letras/Fapesp, 2012) e das obras literárias "Histórias zoófilas e outras atrocidades (EdUFSCar/Oitava Rima, 2013), "Vertigens" (Iluminuras, 2015), obra que lhe rendeu o Prêmio Jabuti na Escolha do Leitor, categoria Poesia, e "O Pau do Brasil" (Urutau, 2016).

    O lançamento de "Páginas latino-americanas: resenhas literárias" acontece em São Paulo, no dia 2 de março, às 19 horas, na Livraria Cultura - Conjunto Nacional, localizada na Avenida Paulista, 2.073.
    Mais informações estão disponíveis no site www.editora.ufscar.br.







    Boteco da Diversidade traz leituras artísticas sobre o feminismo e promove reflexão quanto à sua importância no Sesc Pompeia

    Encontro, que acontece no dia 4 de março, reúne DJ Mariana Boaventura, Mel Duarte, BrisaFlow, Barbara Sweet, Issa Paz e Sara Donato, Stefanie Roberta, Danna Lisboa, Lay e Aline Afrobreak

    Crédito: Divulgação

    O Sesc Pompeia recebe, no dia 4 de março,  a segunda edição do Boteco da Diversidade – projeto que tem como objetivo debater e ampliar a visibilidade de temas relacionados à diversidade cultural e à defesa dos direitos humanos. Neste encontro, no mês do dia internacional de luta pelos direitos das mulheres (8/3), o público é convidado a participar de uma série de atividades que busca abordar as várias realidades do ser mulher no Brasil, assim como abranger aspectos quanto à relevância do combate ao machismo e seus reflexos na arte.

    Em um clima descontraído, diferentes intervenções artísticas encontram o diálogo político sobre a pluralidade do feminismo, movimento que historicamente abarca muitas ideias, coletivos e reivindicações.   O Boteco de março conta com a curadoria compartilhada entre o Sesc Pompeia e a escritora Clara Averbuck.

    "Analisando a história, fica cristalino que a produção de mulheres, seja artística, científica, política ou de qualquer outra natureza é repleta de exclusão, invisibilidade, opressão e exploração, em todas as épocas, em todos os lugares. Mas também teve, e tem, resistência e luta por direitos e por voz.  Nos últimos anos, o movimento feminista cresceu em todo o mundo. Muito por causa das redes sociais, muitas mulheres passaram a conversar entre si e descobrir que suas histórias, ainda que com particularidades, perpassavam por questões semelhantes", aponta Clara.

    Nesse sentido, ações culturais que enalteçam pensamentos feministas tem ganhado grande importância nas agendas da cidade e nos debates sobre como colocamos em maior evidência trabalhos artísticos construídos e direcionados a mulheres. O Boteco, então, se apresenta como um convite e catalisador de processos criativos e ideias que buscam a democratização do acesso à arte e ao conhecimento, advindos de variadas formas de combate ao machismo (nesta edição) e ao preconceito (em futuras edições), ressalta Larissa Meneses, supervisora do núcleo socioeducativo do Sesc Pompeia.

    A edição deste mês conta com a participação performática questionadora das artistas: Carla Borba, Maíra Vaz Valente, Beatriz Cruz, Carina Dias, Charlene Bicalho, Lucienne Guedes Fahrer e Carolina Bianchi.

    Mel Duarte, poeta, slammer, produtora cultural e videomaker, comanda o evento como Mestre de Cerimônias. Com dez anos de carreira e dois livros publicados, Mel guiará as apresentações no dia e também nos apresentará a sua poesia.

    "Sei que é difícil ter coragem
    Mas você dá conta!
    Entenda, mulher já nasce pronta
    E quando menos perceber
    Terão outras inspiradas em você"
                                              
    Mel Duarte

    O Boteco traz também a força das vozes femininas e feministas das MCs Barbara Sweet, BrisaFlow, Danna Lisboa, Issa Paz, Sara Donato, LAY e Stefanie Roberta.

    Para fechar o evento, Aline Consatantino, Darlita Albino e Franciele Carvalho representam as b-girls, dançarinas de break, acompanhadas do som da DJ Mariana Boaventura.

     

    Sobre o movimento feminista por Clara Averbuck

    A Primeira Onda Feminista começou no século 19 e se estendeu pelo século 20. Foi quando o movimento se consolidou acerca da luta pela igualdade de direitos para homens e mulheres, que se organizaram e protestaram contra as diferenças contratuais, na capacidade de conquistar propriedades e contra os casamentos arranjados que ignoravam os direitos de escolha das mulheres.

    A Segunda Onda Feminista foi, naturalmente, uma continuação da primeira, com as mulheres se organizando e reivindicando seus direitos. No primeiro momento as mulheres lutavam por conquista de direitos políticos, no segundo o movimento estava preocupado especialmente com o fim da discriminação e a completa igualdade entre os gêneros.

    A Terceira Onda Feminista dura até hoje e veio para "corrigir" lacunas deixadas pelas primeiras fases do movimento. Começou na década de 90 e serviu também para retaliar algumas iniciativas da Segunda Onda. Essa terceira fase busca contestar definições essencialistas da feminilidade que vinham da visão e experiência de mulheres brancas de classes médias e altas da sociedade. Graças ao feminismo negro e indígena, o movimento passou a considerar questões raciais e socioculturais também, já que as reivindicações das mulheres brancas são bem diferentes das mulheres negras e indígenas, que sempre vivenciaram formas mais profundas de exploração e violência, durante e após os períodos de escravidão no Brasil e em muitos outros países, sem terem acesso às mesmas escolhas e possibilidades atribuídas às mulheres brancas.

    Nos últimos anos, os direitos das mulheres ganharam popularidade nas principais mídias, em programas de grandes emissoras e capas de revistas de grande circulação.

    Ainda falta muito para dizer que vivemos em um mundo e em um país igualitário, mas o fato desses assuntos estarem em pauta já mostra que, por mais que existam movimentos contrários, o empoderamento das mulheres não tem marcha ré.

     

    Sobre as artistas convidadas que fazem parte desta edição do Boteco:

     Clara Averbuck

    Escritora feminista brasileira, Clara começou sua trajetória literária publicando os seus textos na Internet. Em junho de 1998, escreveu pela primeira vez para a Não-til, a revista digital da Casa de Cinema de Porto Alegre. Um ano depois, se tornou uma das colunistas do CardosOnline. Em julho de 2001, escreveu sua primeira novela, Máquina de pinball (publicada em 2002) e criou o blog "brazileira! preta", que chegou a ter mais de 1800 acessos diários. Tem mais dois livros publicados: Das coisas esquecidas atrás da estante (2003) e Vida de gato (2004). A popularidade de seus escritos chamou a atenção de diretores importantes do teatro e do cinema. Máquina de Pinball ganhou adaptação para o teatro, roteirizado por Antônio Abujamra e Alan Castelo, em 2003. Este e seus outros dois livros também inspiraram o diretor cinematográfico Murilo Salles que, com a ajuda das roteiristas Elena Soárez e Melanie Dimantas e Clara Averbuck, produziu o filme Nome Próprio (2006/2007), com Leandra Leal no papel principal.

    Carla Borba

    É artista visual e desenvolve em sua pesquisa as relações entre performance, imagem, corpo, processos colaborativos e questões de gênero. Doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Mestre em Poéticas Visuais (2012) e bacharel em Artes Plásticas (2003). Em 2016, realizou residência artística pelo Programa Público de Performance da Galeria Península (Porto Alegre/RS). Carla recebeu a Bolsa Iberê Camargo (2002) pelo Projeto Álbum de Família, o qual possibilitou sua residência na Cité International e des Arts em Paris. A artista desenvolve e participa de projetos de arte educação com caráter colaborativo e performático. Em 2013, coordenou o Projeto Conversas de Campo da 9ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre).

     

    Lucienne Guedes Fahrer

    Dramaturga, atriz, professora e pesquisadora. Graduada em Artes Cênicas com habilitação em Teoria do Teatro (2000), Mestrado em Artes-Teatro (2011) e Doutorado em Artes-Teatro (2016), todos pela Universidade de São Paulo (USP).  Em 2016, Lucienne foi selecionada para a Residência artística pela The Bogliasco Foundation, com sede em Nova York, para escrever uma nova peça teatral; Cantata para Madalena.

    Foi dramaturga e diretora convidada do Teatro de Narradores, com o qual realizou o espetáculo CIDADE CORO – CIDADE FIM – CIDADE REVERSO, em codireção com José Fernando Azevedo. Foi atriz convida da Cia. Balagan (direção de Maria Thaís Lima Santos) no projeto Cabras (2013/2014). Integrante e atriz fundadora do Teatro da Vertigem, com o qual realizou os espetáculos O Paraíso Perdido (1992), Apocalipse1, 11 (2000) e A Última Palavra é a Penúltima 2.0 (2014).

     

    Maíra Vaz Valente

    Artista da arte da performance, Maíra é formada em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP), e pós-graduanda em "Estudos Brasileiros: Sociedade, Cultura e Educação". De 2007 a 2012 fundou e coordenou o grupo de estudos Núcleo Aberto de Performance (NAP). Com participação em mostras, festivais apresentações mediativas em que ativa junto de sua audiência.

     

    Beatriz Cruz

    Artista criadorx paulistanx. O corpo, a cidade e o gênero estão no centro de seu interesse e experiência artística. Atualmente, realiza o Projeto DESANDAR, onde cria e experimenta uma série de programas performáticos para investigar o processo de produção e transformação da subjetividade. Participa do Coletivo Teatro Dodecafônico desde 2008, onde pesquisa intervenção e performance urbana em torno do Projeto DERIVA: Errar é urbano, com o qual foi selecionadx para o Programa "Mergulho Artístico: bolsas de investigação", da Oficina Cultural Oswald de Andrade

     

    Carolina Bianchi

    Atriz, dramaturga e diretora teatral. Formada pela Escola de Arte Dramática (ECA-USP). É uma das fundadoras da Cia. dos Outros com a qual realizou os espetáculos Solos Impossíveis, A pior banda do mundo, Corra Como um Coelho e Holocausto. Criadora e performer de Mata-me de prazer (realizada em residência em Portugal). Assina a dramaturgia de Antonia - novo espetáculo da coreógrafa e bailarina Morena Nascimento. Codirigiu e fez a dramaturgia de Rêverie, solo da bailarina Morena Nascimento, que estreou no festival Pina 40, na Alemanha. Colaborou. Dirigiu, atuou e produziu a performance multlinguagem Expedição a Marte, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 2014. É colunista da revista eletrônica de cultura e literatura CAIS.

     

    Charlene Bicalho

    É artista e gestora cultural. Ingressou no universo artístico em 2010 com trabalhos que abordam manifestações populares, comunidades tradicionais e o posicionamento da mulher negra dentro da sociedade brasileira. Utiliza como linguagem artística a performance, fotografia e o vídeo para compor a narrativa artística de vários trabalhos.

     

    Carina Dias

    É atriz e produtora cultural, graduada em Teatro pelo Departamento de Artes Cênicas da UFRGS. Participou do grupo teatral Falos & Stercuse em 2015 fez parte do longa metragem "Nós duas descendo a escada". Em 2010 participou das apresentações do grupo TheatreduSoleil em Porto Alegre-RS. Trabalhou como produtora cultural na Fundação Iberê Camargo durante oito anos.

     

    Mel Duarte

    Poeta, slammer e produtora cultural. Atua com literatura independente desde 2006 quando conheceu o movimento dos Saraus na cidade de São Paulo. Faz parte do coletivo "Poetas Ambulantes" e é uma das organizadoras da batalha de poesias voltada para o gênero feminino "Slam das Minas- SP".  Em 2016 foi destaque no sarau de abertura da FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty) e foi a primeira mulher a vencer o Rio Poetry Slam (campeonato internacional de poesia) no Rio de Janeiro. Possui 2 livros publicados de forma independente "Fragmentos Dispersos" 2013 e "Negra Nua Crua" 2016 publicado pela editora Ijumaa.

     

    Mariana Boaventura

    Exploradora de sons e de ideias, integra o AfroHub – projeto é financiado pela embaixada Britânica e Oxfam e conta com participações de jovens mulheres fortalecidas na luta contra o sexismo e machismo. É a DJ oficial da coletiva ComunaDeusa e compartilha a residência sonora na coletiva Pitangueira, em que apresenta um programa homônimo na RádioSilva.org, dedilhando o #soundsofsiririca e outros sons do mundo. Chefona na Boaventura Discos. Aos ouvidos atentos, toda criatividade e swing da música negra.

     

    Bárbara Sweet

    MC e cantora atuante na cena do hip-hop desde os anos 2000. Com suas rimas fortes e debochadas que desafiam a estrutura machista, vem chamando atenção no cenário nacional. No momento, está gravando seu primeiro disco.

     

    Brisa De La Cordillera  (BrisaFlow)

    Cantora filha de chilenos, nascida em Belo Horizonte, criada em Sabará. Conhecida como BrisaFlow, a artista faz jus ao vulgo por ter uma musicalidade livre, com letras que trazem uma pluralidade de temas relacionados à vivência das mulheres e desigualdade social presente na América Latina – envolvendo genocídio étnico e periférico. Iniciou sua carreira em 2010 na cena cultural mineira. Em 2012, mudou-se para São Paulo onde participou de diversos projetos e eventos relacionados a música e aos direitos das mulheres. Mistura sua levada latina com rap e reggae usando a voz e instrumentos. A música "As de Cem" esteve entre as virais do Spotify em 2015 e recebeu o prêmio Olga "Mulheres Inspiradoras". Em 2016, lançou seu disco "Newen" de forma independente; o trabalho esteve entre as listas dos melhores discos do ano selecionados por veículos como Estadão, Brasileiríssimos e Noticiário Periférico.

     

    Issa Paz e Sara Donato

    Duo paulista de grande destaque no rap nacional, Issa Paz e Sara Donato uniram-se para lançar o disco "Rap Plus Size".  Por meio de contextos bem definidos, abordam questões como gordofobia, feminismo, racismo, rap e empoderamento da mulher, afirmando e valorizando sua autonomia.

     

    Stefanie Roberta

    Referência no rap nacional, a MC de Santo André ficou conhecida por seu trabalho com o coletivo Pau-de-Dá-em-Doido e grupo Simples. Mira a vanguarda, mas tem os pés fincados nas raízes do movimento hip-hop e da militância negra, o que faz com que crie um flow e uma métrica peculiar. Abriu shows de grandes nomes do rap mundial, como De La Soul e Talib Kweli, e gravou com ícones nacionais e internacionais, entre eles Max B.O., Lurdez da Luz, Shirley Casa Verde e DJ Nyack, e a espanhola Indee Styla. Dividiu palco com Mano Brown, Negra Li, Vanessa Jackson e Flora Matos, no projeto "Brown Convida", e com bandas como o Projeto Nave. Nos últimos anos, vem dando samples de seu aguardado primeiro álbum solo, "Muita Calma", com participação de Tatiana Bispo.

     

    Danna Lisboa

    Cantora, dançarina e mulher trans que vem batendo de frente com o preconceito. Sua voz de timbre grave levanta rimas engajadas com influências fortes do movimento hip-hop e trap. Participou do clipe "Tombei", de Karol Conka, grande hit de 2014. Em 2016, começou sua carreira como MC com o lançamento do clipe do seu primeiro single, "Trinks". Direcionando seu foco na música e na dança, por meio de rimas estilosas e beats dançantes, seu single de estreia apresenta questões contemporâneas e socialmente engajadas, sem perder o lado divertido da música para a pista de dança. Criou o EP remix da música "Trinks", além de um clipe oficial e lyric video. Recentemente, lançou o single "Cidade Neon", acompanhado de um clipe.

     

    LAY

    Cantora de Osasco, Lay é reconhecida internacionalmente com seu EP de estreia, "129129" (2016), e é uma das mais importantes novas vozes da música urbana brasileira, transitando entre o hip hop, R&B e raga. Cria uma nova linguagem para dar conta dos anseios  contemporâneos e da desconstrução dos papéis relegados ao feminino. Lay se inspira na subversão da sexualidade de artistas como Foxy Brown, Lil Kim e Lady Saw, e também na vanguarda pop-contemporânea de FKA Twigs e Princess Nokia, projetando uma nova linguagem que une a voz do gueto às novas perspectivas sócio-tecnologicas. Em 2016, participou do documentário "Beyond Beauty", da revista britânica i-D, além de se apresentar no Vento Festival, em Ilhabela, e realizar shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. Seu clipe, "Ghetto Woman", foi indicado a melhor vídeo do ano no festival m-v-f- em 2017.

     

    Aline Constantino

    Dança breaking desde 2005 e, no ano seguinte, entrou para o Grupo AfroBreak, que tem como objetivo estudar e unir as várias linguagens da música e da dança. Com o grupo, organiza o evento "Rival vs Rival", que acontece anualmente desde 2007 com o objetivo de integrar pessoas de diferentes localidades (nacionais e internacionais) ao hip-hop e as responsabilidades sociais implícitas na arte, em prol da inclusão social. Realizou duas edições na cidade de Bergen (Noruega), com parceria do FiB (Festival Internacional de Bergen) e CARF (Children At Risk Foundation). Integra a coordenação do projeto "B.girls Art'culando", que visa a união entre a mulher na cena do breaking usando a informação e troca de ideias como arma principal. Ministra aulas de breaking para crianças de 6 a 14 anos na ONG Associação Novolhar – Um Novo Olhar Sobre o Bixiga, no centro da cidade de São Paulo.

     

    Constroem o Boteco da Diversidade na edição de março:
    Idealização: Larissa Meneses, Daniela Gianpietro, Soraya Idehama, Sabrina Ruiz e Ludmila Almeida (Núcleo Socioeducativo do Sesc Pompeia);
    Curadoria Compartilhada: Clara Averbuck, Larissa Meneses e Emília Carmineti;
    Produção Executiva:
    Elaine Bortolanza;
    Assistente de Produção:
    Heloisa Feliciana;
    Artistas Convidadas:
    Carla Borba, Maíra Vaz Valente, Beatriz Cruz, Carina Dias, Charlene Bicalho, Lucienne Guedes Fahrer, Carolina Bianchi (Performance 7 Cabeças). DJ Mariana Boaventura, Mel Duarte, BrisaFlow, Barbara Sweet, Issa Paz e Sara Donato, Stefanie Roberta, Danna Lisboa, Lay, Aline Afrobreak, Darlita Albino e Franciele Carvalho;
    Iluminação e Ambientação Cenográfica:
    Galáxia Cristina Souto e Silvia Mokreys;
    Técnico de som e Roadie:
    Duda Gomes e Dennys Vilas Boas;
    Identidade Visual:
    Laerte;
    Texto da Publicação: Clara Averbuck;
    Ilustrações da Publicação: Panmela Castro;

     

    Boteco da Diversidade: Feminismo

    Dia 4 de março de 2017, sábado – às 20h.
    Comedoria
    Grátis.
    Retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria do Sesc Pompeia.

    Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
    Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia

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