sábado, 26 de fevereiro de 2011

OBRAS DE TATIANA BLASS NA CAIXA CULTURAL SP

Artista plástica vem chamando a atenção por suas pinturas, esculturas e instalações que mexem com a percepção do observador

 

A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, no dia 19 de março, a exposição de Tatiana Blass, na galeria D. Pedro II, no centro da capital paulista. A mostra, com texto e a curadoria do crítico de arte José Augusto Ribeiro, começa por São Paulo e segue para os espaços da Caixa Cultural em Salvador e Brasília, com acervo que reúne cerca de 14 obras, entre pinturas, tridimensionais e vídeo – parte delas inédita – que compõem um apanhado da produção da artista nos últimos cinco anos. A exposição com entrada gratuita fica aberta para visitação até 1º de maio.

 

Em comum, os trabalhos pensam as condições da experiência estética, no sentido “forte” de produção de conhecimento, ao negar a possibilidade de consumação do espetáculo e frustrar a expectativa por resultados “eficazes” e instantâneos na relação do sujeito com o trabalho de arte. As peças referem-se a diferentes manifestações do campo da cultura – à música, ao teatro, à literatura, ao circo, além, claro, das artes visuais –, quase sempre por meio de formas fraturadas, fechadas em circuitos ou em dissolução, cada uma no limite de sua respectiva linguagem, à beira da invisibilidade e do silêncio.

 

A mostra pretende, com este conjunto, apresentar ao público visitante um dos aspectos mais instigantes da obra de Tatiana Blass: justamente a diversidade de meios e suportes, mobilizados numa reflexão crítica sobre a visualidade e a percepção, sobre o poder sugestivo das imagens e a produção de sentido pelo observador.

 

A produção de Blass singulariza-se por abarcar problemas amplos, ligados à representação – para além daqueles vinculados apenas a especificidades técnicas, seja da pintura, da escultura, da literatura ou da imagem em movimento. E por se arriscar em formalizações que ultrapassam o controle absoluto sobre materiais de que lança mão – seja a tinta acrílica, a parafina, as chapas de latão com resistência elétrica ou os animais empalhados. A mostra exibe peças anteriores da artista e outras inéditas, com o objetivo de oferecer uma visada abrangente da trajetória em curso, inclusive com um encetamento para os próximos passos da produção.

 

 

Exposição Tatiana Blass

Abertura para convidados e imprensa: dia 19/03, às 11h

Visita Guiada aberta ao público com Artista e Curador: 20/03 às 17h

Visitação: de 19 de março a 1º de maio de 2011

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) Galeria D. Pedro II Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Convite p/ poetas: Participe do 1º Congresso Internacional de Poetas del Mundo - BLUMENAU (SC) BRASIL


 

Programa Educativo da Bienal leva vídeo-arte à Diadema

A ação Bienal na Cidade, do Educativo permanente da Fundação Bienal de São Paulo, continua a todo vapor. Na segunda-feira, 07 de fevereiro, três trabalhos em vídeo serão projetados em Diadema, no Bar do Zé, na Rua Graciosa, 89, Centro de Diadema. O local é conhecido por ser um reduto de artistas, poetas, músicos, agentes de cultura e articuladores da cidade.

 

 

SINOPSE E FICHA TÉCNICA DOS VÍDEOS:

 

 

 

 
 As Seções de um Momento Feliz de Argel (The Algiers Sections of a Happy Moment)

 

Artista: David Claerbout

País: Bélgica

Tempo: 37’12’’

Produzido: Vídeo HD – Preto e branco

Ano de produção: 2008

 

A experiência do tempo é um elemento estrutural na obra de Claerbout, veiculada por meio da associação sistemática da imagem instantânea da fotografia com a construção, em vídeo, de narrativas lentas, inertes e sugestivas. The Algiers’ Sections of a Happy Moment apresenta um grupo de jovens alimentando as gaivotas que voam sobre a cobertura de um edifício argelino. É uma animação em que cada fotograma revela diferentes enquadramentos e detalhes, múltiplos pontos de vista de um mesmo instante congelado. Na obra de Claerbout, os sentimentos e pensamentos intuídos comprovam-se apenas na imaginação do espectador, potencializando a emergência de novas histórias e temporalidades. Sunrise documenta o trabalho silencioso e concentrado de uma mulher que, chegando de bicicleta a uma luxuosa casa modernista ainda de madrugada, limpa e arruma os cômodos sem acender luz alguma, enquanto seus patrões dormem. Quando termina seu trabalho e parte pedalando por uma bucólica estrada, despertam os primeiros raios de sol e ouve-se Vocalise, de Rachmaninov, preenchendo o escuro e o silêncio que até então dominavam a narrativa.

 

Em 1986 Francis Alÿs viajou a trabalho à Cidade do México, onde terminou permanecendo na condição de estrangeiro e desocupado por imposição burocrática. As andanças por essa metrópole e o olhar atento a uma sociedade de regras e padrões desconhecidos criaram as condições para o início da sua atividade artística. O seu trabalho utiliza fotografia, vídeo, escultura, pintura e performance como interações e articulações de seu imaginário com o cotidiano e os eventos da cidade e arredores. Assumindo múltiplos papéis, Alÿs promove e documenta novas fábulas, mitos, boatos e anedotas, como alguém que pesquisa um espaço ao mesmo tempo que o inventa. Em Tornado, Alÿs insere-se, como um desafio, em tempestades de areia e tornados sazonais, que ocorrem no deserto mexicano, investindo numa tarefa aparentemente inútil, desgastante e perigosa. Apresentado em grande projeção e em sala escura, o vídeo combina tomadas curtas, realizadas pelo próprio Francis Alÿs no momento do seu confronto com o tornado, com cenas longas, em que aparece filmado à distância. Não há imagens claras dos momentos em que o artista atinge o interior do tornado nem a conotação de que aquela pequena conquista o satisfaça definitivamente.

Joachim Koester trabalha com a expressividade, a representação e a autoconsciência em filmes e fotografias que lidam com traços de ideias e de atividades do passado com reverberação no presente. Tarantism é um filme mudo e em loop, no qual um grupo de pessoas aparece dançando em movimentos descoordenados e de aparência espasmódica e convulsiva. A tarantela, dança cuja tradição remonta à Grécia Antiga e que é hoje, entre outras formulações folclóricas, uma música e uma dança altamente estilizadas e ritmadas para casais, carrega na sua origem um potencial terapêutico. Segundo um mito italiano apropriado por Koester, a picada de tarântula está associada a sintomas como a náusea, o delírio e a excitação, apenas exorcizáveis por meio da execução compulsiva desta dança. Koester filma um grupo de dançarinos em que cada participante desenvolve, individual e coletivamente, um sem-número de movimentos rápidos, aleatórios, isentos de regras coreográficas, como uma experimentação livre e libertária do próprio corpo. A obra desvia o debate acerca da identidade para o campo vivencial e para a necessidade da reinvenção performática do presente.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

FW: Roda Viva - segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 às 22h00


 

* Edição GRAVADA. Não aceita perguntas.
Lygia da Veiga Pereira
Geneticista

O Roda Viva desta segunda-feira vai ser mais do que uma entrevista. Teremos uma aula sobre o mundo da pesquisa cientifica, vamos falar de genética, de clonagem, de embriões e de temas como a doença, a cura e as religiões. No centro da nossa roda está a professora e doutora Lygia da Veiga Pereira, geneticista carioca, radicada em São Paulo e reconhecida em todo o mundo como pioneira nas pesquisas sobre células-tronco, um tema tão fascinante quanto difícil de entender. A doutora Lygia estudou física, mas acabou se encantando com a biologia e a genética, fazendo seu doutorado nos Estados Unidos. Lygia ficou conhecida também por usar uma linguagem muito simples para explicar coisas bem complicadas.

Participam como convidados entrevistadores:
Augusto Nunes, jornalista; Paulo Moreira Leite, jornalista, Claudia Collucci, repórter especial do jornal Folha de S. Paulo e mestre em história da ciência pela PUC de São Paulo e Ulisses Capozzoli, editor chefe da Revista Scientific American Brasil.

Apresentação: Marília Gabriela

Transmissão simultânea pela internet.


O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h00.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva
 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

1° Encontro Interdisciplinar de Comunicação Ambiental (EICA)

1° Encontro Interdisciplinar de Comunicação Ambiental (EICA)
De 13 a 15 de abril
Na Universidade Federal de Sergipe (UFS)

O 1° Encontro Interdisciplinar de Comunicação Ambiental (EICA), uma iniciativa do Laboratório Interdisciplinar de Comunicação Ambiental (LICA), em parceria com o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema-UFS), debaterá o urgente papel da informação, da comunicação e da mídia no enfrentamento dos problemas ambientais contemporâneos, em todas as suas vertentes.

A conferência de abertura será proferida pelo geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves, pesquisador-doutor do Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (CLACSO), professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor de “A globalização da natureza e a natureza da globalização”, pelo qual recebeu o Prêmio Casa de Las Américas (Cuba), em 2008.

No segundo dia, o evento reunirá, em quatro mesas-redondas, 14 especialistas de diferentes áreas de conhecimento vinculados a instituições dos quatro cantos do país, que debaterão temas críticos como:

  • Comunicação ambiental de risco: a questão do petróleo;
  • Percepções e imagens do meio ambiente na mídia;
  • Discursos sobre o desenvolvimento sustentável;
  • Ambientalismo, consumismo e marketing verde.
O terceiro e último dia será dedicado à apresentação dos trabalhos selecionados por um conselho científico formado por pesquisadores de todas as regiões do país, com dois diferenciais em relação à grande maioria dos eventos acadêmicos: além da comunicação oral de artigos científicos, haverá apresentação de relatos de experiências relacionadas a informação e comunicação ambientais, bem como a demonstração digital de pôsteres (normalmente elaborados em papel), tanto para resultados de pesquisas quanto para resumo de experiências.

Mais detalhes no blog do LICA: http://licaufs.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CCBB Rio - programação - 08 a 20 de fevereiro

CINEMA

Monicelli – Liberdade e Riso - De 15 de fevereiro a 6 de março

Dono de um estilo narrativo, simples, mas eficaz e funcional,
Monicelli
trabalhou com as principais estrelas do cinema italiano como
Alberto
Sordi, Totò, Sophia Loren e Marcello Mastroianni, entre outros.
Entre
seus filmes estão A Grande Guerra (1959), Leão de Ouro no Festival
de
Veneza, O Incrível Exército de Brancaleone (1966) e Parente É
Serpente
(1992), os dois últimos presentes nesta homenagem onde também se
destaca
Os Companheiros, filme de 1963 que foi censurado no Brasil pela
ditadura.

MÚSICA

Um Outro Olhar Sobre Ele - 8 de fevereiro a 14 de junho

Evento que transita entre a festa e a reflexão, exaltando a juventude
e a
cultura popular do Hip hop, funk, samba e outros ritmos.
Estão
programadas, além das apresentações musicais, palestras,
performances e
desafios.

08 de fevereiro - 12h30 – Performances e intervenções de Bia
(Funk),
artistas sambistas (Samba de Gafieira), João Carlos (O dono do
Corpo),
artista graifteiro, DJ Machintal, MC Slow. 19h – Apresentação
musical
"ART.1"


(Embedded image moved to file: pic11036.jpg)

CINEMA

Luc Moullet, Cinema de Contrabando - De 1º a 20 de fevereiro

Retrospectiva da obra de um dos expoentes do movimento da Nouvelle
Vague,
conhecido por seu cinema bem humorado e de estética inovadora. Nascido
em
Paris em 1937, o cineasta Luc Moullet acumula prêmios conquistados
nos
festivais de Cannes e Berlim.

Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito 2011

Projeto regular que exibe todo mês um filme brasileiro com legenda
oculta
(CC) e audiodescrição (AD), dirigida especialmente às pessoas
com
deficiência auditiva e/ou visual. Em fevereiro será exibido O Bem
Amado
(2010, cor, 107min) de Guel Arraes.

12 e 13 de fevereiro – 16h

Sessão Criança

Exibição de filmes para o público infantojuvenil, falados ou dublados
em
português.

Sábados e domingos – 14h

MÚSICA


Com Você Perto de Mim - 3 a 20 de fevereiro

Shows musicais intimistas, com grandes nomes da MPB, que proporcionam
ao
público uma oportunidade de apreciação mais próxima e interativa .

3 a 6 de fevereiro – Emílio Santiago e Humberto Mirabelli.
Quinta a domingo – 20h


Mostra Reflexos – Duos Quase Gêmeos - 15 de fevereiro

Série de apresentações musicais que revela as inúmeras possibilidades
que
dois instrumentos idênticos podem proporcionar à música de
câmera
contemporânea.

Ricardo e Paulo Santoro – Duo Santoro - Teatro II - 12h30 e 19h


EXPOSIÇÃO

Cora Coralina – Coração do Brasil - Até 13 de março

Exposição em homenagem a Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins
dos
Guimarães Peixoto Bretas, poetisa e contista, mulher simples, doceira
de
profissão, que produziu uma obra rica em motivos do cotidiano do
interior
brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás,
estado
onde nasceu, localizado no coração do Brasil.

O Mundo Mágico de Escher - até 27 de março

A exposição reúne cerca de 90 obras do artista holandês
Mauritius
Cornelis Escher, entre gravuras originais e desenhos, além de um filme
3D
e de instalações que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento
que
Escher utilizava em seus trabalhos.

Sala A Contemporânea - Tatiana Blass – Fim de Partida – até 06 de
março

A artista paulistana exibe a instalação inédita Fim de Partida,
inspirada
na peça de teatro de Samuel Beckett. Composta por objetos de cena
em
cera, a obra acontecerá como uma perfomance durante todo o período
da
exposição, sendo que, aos poucos, refletores de luz irão derreter
os
personagens.


TEATRO

A Lua vem da Ásia - até 27 de fevereiro

Adaptação do livro homônimo de Walter Campos de Carvalho. O
monólogo
conta, em forma de diário, a trajetória de um homem incomum em busca
de
um entendimento e justificativa perante a lógica do universo em que
vive.
Elenco: Chico Diaz. Direção: Moacir Chaves.

Quarta a domingo – 20h

Nara - até 27 de fevereiro

O espetáculo retrata a carreira de Nara Leão trazendo um
repertório
construído em 25 anos de carreira, revelando como suas escolhas
se
refletiram na história da música brasileira. Direção: Marcio
Araújo.
Elenco: Fernanda Couto

Quinta a domingo – 19h30


Assessoria de Imprensa CCBB Rio
Sueli Voltarelli (responsável) – 21 3808 2323 svoltarelli@bb.com.br
Roberto Lucio – 21 3808 2324
Fernanda Kinsky

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66
Centro – Rio de Janeiro - RJ
CEP 20010-000
www.bb.com.br/cultura
twitter.com/ccbb_rj

Aberto para o público de terça a domingo, das 09h às 21h

Museu Afro Brasil inaugura a exposição "Antífona" destacando trabalho do fotógrafo ensaísta Gal Oppido

 

Museu Afro Brasil inaugura a exposição  “Antífona” destacando trabalho do fotógrafo ensaísta Gal Oppido

 

27 imagens apresentam a visão do artista sobre o feminino liberto

 

 

Abertura: 26 de fevereiro

Hora: 12h00

Duração: 26 de fevereiro a 17 de abril

Funcionamento: de terça a domingo, das 10 às 17 horas (permanência até às 18h)

Estacionamento: Portão 3 – Zona Azul

Entrada: Grátis

Classificação: Livre

Para maiores informações: faleconosco@museuafrobrasil.org.br

Para agendar visitas: agendamento@museuafrobrasil.org.br ou

Fone: 55 11 3320-8900 ramal 121

 

 

O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, inaugura no próximo dia 26 de fevereiro a exposição Antífona de Gal Oppido.  São 27  registros de rostos e corpos  de intensa feminilidade produzidos como forma de retomar a discussão sobre o papel da mulher da atualidade.  Cada uma das fotos apresenta mulheres com personalidades e características diferentes, traduzindo a visão do artista sobre o feminino liberto. “ A mulher que recentemente tem sua sexualidade afirmada igualitariamente perante uma sociedade até então de acento masculino, abrindo um horizonte para a compreensão dos inúmeros vínculos afetivos possíveis entre os humanos”, explica Gal.

Para conceituar este novo trabalho, e o sentido de liberdade que ele impõe,  o fotógrafo  mergulhou  na obra do poeta Cruz e Souza, de onde emprestou o título da exposição. “Ele (Cruz e Souza) de vasta erudição dirige sua crítica para esta sociedade serpenteada pelo racismo, preconceito e discriminação, sem abandonar o seu fazer poético, donde escolhi o poema Antífona, para animar as imagens resultantes deste ensaio”, conclui.

“Forças originais, essência, graça

De carnes de mulher, delicadezas...

Todo esse eflúvio, que por ondas passa

do éter nas róseas e áureas correntezas” [Cruz e Souza, Antífona]

 

 

Fotógrafo ensaísta, Marcos Aurélio Oppido é nome marcante quando o assunto é a fotografia aplicada às áreas de artes cênicas, expressão corporal e arquitetura. Expondo desde 1981, seus trabalhos integram acervos do MASP, MAM e MIS.

Formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP), em 1975, Gal inicia sua carreia aliando a fotografia ao desenho, fortalecendo-se anos depois como fotógrafo independente. Conhecido por seu trabalho extremamente autoral, explora o corpo, a efemeridade do tempo, a simbologia de objetos abandonados e a relação do homem com a matéria.

 

 

 Diretor curador: Emanoel Araujo

Diretor executivo: Luiz Henrique Marcon Neves

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº

Parque Ibirapuera- Portão 10

São Paulo- SP - Brasil

CEP: 040094-050

Fone: 55 11 3320-8900

www.museuafrobrasil.org.br

 

Espaço Cultural Citi apresenta Divas - Jogo de Armar, Jogo de Amar, de Neto Sansone, a partir de 7 de fevereiro

 A partir de 7 de fevereiro no Espaço Cultural Citi da Avenida Paulista

 

  

O pop de Lichtenstein encontra o pavor de Hitchcock, Shirley Temple é uma das meninas de Velázquez. É nesse ambiente de sonhos das artes, povoado por imagens de mitos femininos, que se desenvolve o trabalho do pintor Neto Sansone. As dezessete amplas telas, 1,50m x 3m, trabalhadas com tinta acrílica, que mostrará em Divas – Jogo de Armar, Jogo de Amar, com curadoria de Jacob Klintowitz, exploram as semelhanças entre os mundos das artes plásticas e do cinema.

 

O paulistano Neto Sansone é artista plástico, publicitário e editor com atuação no mercado das publicações segmentadas. Duas mostras realizadas anteriormente em São Paulo, no MuBE e na Cultural Blue Life, abordavam o mesmo tema: o das Divas absolutamente distintas que convivem em perfeita harmonia em um novo universo, o das telas de Sansone. Nelas, lado a lado, surgem a loira de Roy Lichtenstein & Janet Leigh em Psicose; As Meninas de Velázquez & Shirley Temple; o cubismo de Picasso & a incrivelmente cubista Rossy de Palma, a atriz de Almodovar, entre outras.

 

A exposição Divas – Jogo de Armar, Jogo de Amar vai ocupar o Espaço Cultural Citi, a galeria de arte da Avenida Paulista, entre 7 de fevereiro e 25 de março.

 

O Espaço Cultural Citi é uma galeria pública visitada mensalmente por cerca de 50 mil pessoas que trafegam pela Avenida Paulista e região. O espaço mantém a sua vocação de mostrar obras de arte no centro vital de São Paulo. Desde 2005, passaram por ali as obras de nomes consagrados, como Rubens Gerchman, Luiz Paulo Baravelli, Gregório Gruber, Romero Britto, Newton Mesquita, Odetto Guersoni, Ivald Granato, Takashi Fukushima, Caciporé Torres, Sérgio Lucena, Antonio Peticov, Maurício de Sousa, Claudio Tozzi, Marcello Nitsche, Odilla Mestriner, Aldemir Martins e Shoko Suzuki, além de jovens que se firmam como Luciana Maas, Maurício Parra, Carola Trimano e Manu Maltez.

 

 

Divas. Jogo de armar, jogo de amar, por Jacob Klintowitz

 

Alguns artistas são movidos pelo desejo de guardar para sempre um raio de luz. Neto Sansone constrói, de maneira permanente, a memória de sua emoção e utiliza para isto a sombra da mulher amada com a qual nunca esteve, mas que sempre esteve nele como modelo no plano das idéias perfeitas. O que o move senão a vontade de ter nas mãos um pouco do sol e, diante dos olhos, o desenho que adivinhou no espelho embaçado da água?

 

O que impressiona, antes de tudo, em Neto Sansone é ele organizar duas memórias ficcionais, uma feita de luminosidade no escuro, outra feita de ícones de uma geografia psíquica. Sempre a presença do feminino, corporificado em imagens conhecidas e distantes, polaridades reiteradas. Primeiro, a mulher na projeção cinematográfica, heroína sutilizada, protótipo de emoções e aventuras, idealizada, imaterial e remetida à nossa imaginação.

 

E, se a primeira das figuras femininas é feita de sonho e imaterialidade, a segunda figura, retirada da história da arte e da ação de artistas seminais, é feita de pura materialidade, pois a pintura é concretitude. Na pintura, antes do feminino, temos a própria pintura, com as suas exigências formais, a sua filiação sensível, o significativo percurso do pintor, a resposta à determinadas questões de época.

 

É provável que para Neto Sansone, a junção destas duas formas de significação, antípodas em princípio, se torne uma única forma, feita de sonho e peso, vôo sideral e gravidade. É esta junção, do retrato luminoso ao peso autoral, que organiza o diálogo do artista Neto Sansone com a sua história pessoal, a de homem contemporâneo e visitante da história da arte.

 

Neto Sansone despe os seus personagens das cores originais, a carnalidade cinematográfica e o cromatismo pictórico. E os pinta em cinzas, pretos e brancos, tornando-os seus e habitantes de seu sonho. E os coloca lado a lado, em relações que podemos adivinhar, por vezes, ou conservam o seu enigma.

 

Uma mulher feita de projeção, outra mulher fixada em óleo sobre tela. Primeiro, as mulheres dos filmes, pura luz e movimento. Depois, as mulheres nas simbólicas e estáticas pinturas. Tanto num caso, quanto no outro, Sansone retira a cor, o histórico do trabalho referente, e o transforma no seu universo de sombras, luzes e ficção. Ele sugere que se trata de construção, jogo de armar, jogo de amar.

 

 

O Espaço Cultural Citi (Av. Paulista, 1111, térreo, fone 11.4009.3000) fica aberto para visitação de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas. Acesso a pessoas com deficiência física pela Alameda Santos, 1146. A entrada é gratuita.  

 

Mais informações sobre o CitiBrasil em www.citi.com.brflickr.com/CitiBrasil e no Twitter @CitiBrasil

 

 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CineSESC - Programação de 04 a 10 de fevereiro de 2011

Programação de 04 a 10 de fevereiro de 2011

 

 

TIO BOONMEE, QUE PODE RECORDAR SUAS VIDAS PASSADAS (“Lung Boonmee Raluek Chat”)

 

Apichatpong Weerasethakul, Reino Unido/Tailândia/Alemanha/França/Espanha, 2010, 113 min., 35mm.  (Livre)

 

PALMA DE OURO no Festival de Cannes 2010. Tio Boonmee, que sofre de insuficiência renal, escolhe passar seus últimos dias na floresta, cercado por pessoas que o amam. O fantasma de sua falecida mulher aparece para tomar conta dele, e seu filho desaparecido há tempos retorna para casa numa forma não-humana. Refletindo sobre as causas da doença, Boonmee anda pela floresta lembrando-se de suas vidas passadas em forma de homem ou animal. Ele chega a uma misteriosa caverna no topo de um monte – o lugar de origem de sua primeira vida.

Sessões: 14h30, 16h40, 21h20.


Ingressos: R$ 12,00 [6ª, sáb., dom. e feriados] / R$ 6,00 [idosos, estudantes, professores e usuários] / R$ 3,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes] / R$ 10,00 [2ª, 3ª e 5ª feira] / R$ 5,00 [idosos, estudantes, professores e usuários] / R$ 2,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes] / R$ 8,00 [4ª feira] / R$ 4,00 [idosos, estudantes, professores e usuários] / R$ 2,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes].

 

 

FORA DA LEI ("Hors la Loi")

 

Rachid Bouchareb, França, 2010, 138 min., 35mm. (14 anos)


Elenco: Jamel Debbouze, Roschdy Zem, Sami Bouajila.

 

Caçados na Argélia, três irmãos são separados de sua mãe. Messaoud vai para a Indochina. Em Paris, Abdelkader entra para o movimento pela independência da Argélia e Said faz fortuna nos clubes de boxe do bairro boêmio Pigalle. Seus destinos, unidos pelo amor de uma mãe, se misturarão inexoravelmente ao destino de uma nação em luta pela sua independência. Rachid Bouchareb dirigiu os longas Bâton Rouge (1985); Cheb (1991), premiado nos festivais de Cannes e Locarno. Por seu filme Dias de Glória (2006), os cinco atores principais levaram o prêmio conjunto de interpretação masculina no Festival de Cannes. Dirigiu também London River (2009), que rendeu ao ator Sotigi Kouyate o prêmio de melhor ator no festival de Berlim.

Sessões: 18h50


Ingressos: R$ 12,00 [6ª, sáb., dom. e feriados] / R$ 6,00 [idosos, estudantes, professores e usuários] / R$ 3,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes] / R$ 10,00 [2ª, 3ª e 5ª feira] / R$ 5,00 [idosos, estudantes, professores e usuários] / R$ 2,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes] / R$ 8,00 [4ª feira] / R$ 4,00 [idosos, estudantes, professores e usuários] / R$ 2,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes].

 

 

EXPOSIÇÃO MARIO TURSI – OUTRO OLHAR DO CINEMA ITALIANO


Com mais de 70 fotos, pela primeira vez em São Paulo, a mostra fotográfica de Mario Tursi, apresenta imagens clássicas e inéditas de grandes filmes do cinema italiano.
 
São 40 anos de cinema sob o olhar indiscreto de um dos maiores fotógrafos de cena da história do cinema com imagens de produções como Morte em Veneza e Ludwig de Luchino Visconti, O Carteiro e o Poeta de Michael Radford, e Gangues de Nova York e Kundum de Martin Scorsese.
 
O artista pregava a imagem como demonstração de "vida". Sua indescrição nos sets foi reconhecida por muitos diretores, entre eles Luchino Visconti, Ettore Scola, Martin Scorsese e Massimo Troisi. O projeto prioriza a cultura e formação através do olhar e da sensibilidade da fotografia em imagens que possibilitam a expressão por si mesmas.  


Com esta mostra será possível observar a qualidade fotográfica, técnica apurada, história da fotografia e a influência do cinema internacional na cultura do povo brasileiro. 


Parte da curadoria desta mostra será do amigo fraterno de Tursi - e também fotógrafo, Mimmo Cattarinich.
 
Hall do CineSESC - 14h às 21h. Grátis

 

 

CINECLUBINHO


Sessões dedicadas ao público infantil para, além de refletir, proporcionar a formação do olhar. Performances artísticas antes e depois da sessão.

 

Para fevereiro, o CineClubinho do CineSESC preparou uma programação super especial; serão exibidos quatro clássicos do cinema infantil nacional, um de cada uma das últimas quatro décadas, que tiveram sua origem na literatura e fizeram bastante sucesso quando estrearam. Filmes emocionantes e que marcaram época!


MEU PÉ DE LARANJA LIMA

 

Aurélio Teixeira, Brasil, 108 min, 1970. (12 anos)

 

Elenco: Júlio César Cruz, Aurélio Teixeira, Henrique José Leal, Leilane Chediak, Júlio Hofacker, Janet Chermont.


Baseado no best-seller de José Mauro de Vasconcelos. Drama infantil que emocionou muitas gerações. A história de Zezé, menino de seis anos de idade. Muito pobre, ele brinca num pé de laranja lima que se torna seu amigo e confidente.


Domingo, 06 de janeiro, 11h.

Grátis – retirada de ingressos com uma hora de antecedência.

 

 

Festival SESC Melhores Filmes 2011

 

 

Já é possível votar nos melhores filmes de 2010 para o Festival SESC Melhores Filmes, o mais antigo festival de cinema da cidade de São Paulo. Criado em 1974, oferece a oportunidade ao público de ver ou rever, a preços populares, o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior ao evento.

 

Cada pessoa deve votar apenas uma vez - no hall do CineSESC ou pelo site oficial (http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/melhores_filmes/index.cfm?edicao=2011) nas categorias melhor filme nacional e estrangeiro, melhor ator, atriz e diretor do Brasil e do mundo, melhor fotografia e roteiro para as produções nacionais. A votação será encerrada em 13 de fevereiro e o voto público vale desconto de 50% no ingresso de qualquer título em cartaz no CineSESC (promoção não acumulativa - válida no período de 7 de janeiro a 28 de abril de 2011).

 

Nesta 37ª Edição do Festival SESC Melhores Filmes, concorrem 295 títulos nacionais e internacionais que estiveram em cartas nos cinemas do país. O anúncio dos vencedores está previsto para 5 de abril.