sexta-feira, 24 de março de 2017

Mobilização chama atenção para a conscientização do autismo


Os atos acontecem nos dias 2 e 3 de abril, na avenida Paulista,

e na Assembléia Legislativa; Somente em São Paulo há 75 mil pessoas

com autismo, a maioria sem o atendimento


Para celebrar o dia Mundial da Conscientização do Autismo, que acontece dia 2 de abril, a Associação de Amigos do Autista (AMA) fará uma mobilização visando conscientizar sobre os desafios de instituições e familiares que lidam com o autismo. A ideia é articular políticas públicas que ajudem a garantir a cidadania de todos os portadores da condição no país.

O movimento está sendo organizado por diversas instituições e conta com a participação de familiares e profissionais que querem transformar a realidade de quem tem autismo. O objetivo é atingir a sociedade e as autoridades com a mobilização.

O ato acontecerá em duas datas: dia 2 de abril, às 14h, no Parque Mário Covas, localizado na Avenida Paulista, 1853; e dia 3 de abril, das 9h às 12h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, localizada na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201. Neste segundo dia, o ponto de encontro será o Auditório Paulo Kobayashi.

Entre as instituições participantes estão o Centro Lumi, Instituto Inspirare, TEA Apoio, Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e Comunidade (APABB), Núcleo Convívio, Autismo Projeto Integrar, Nap Edelweiss, entre outras.

A mobilização, que acontece desde 2008, vai para as ruas justamente para chamar a atenção do público em geral e impulsionar o comprometimento das autoridades para maiores investimentos nos setores educacionais, assistenciais e terapêuticos.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o autismo, ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), afeta uma em cada 160 pessoas, sendo que algumas delas precisarão de apoio e supervisão para a vida toda.

Somente na cidade de São Paulo, há 75 mil pessoas com autismo, a maioria sem o atendimento de que precisam.

Fundada por um grupo de pais em 1983, a AMA foi a primeira associação de autismo do Brasil.

A entidade oferece atendimento especializado, diário e totalmente gratuito a mais de 300 crianças, jovens e adultos que possuem a condição. Além disso, oferece palestras e serviços gratuitos a profissionais e familiares sobre o tema.

SERVIÇO

Mobilização pela conscientização sobre os desafios dos portadores de Autismo

Dias, locais e horários: 2 de abril, às 14h, no Parque Mário Covas, Avenida Paulista, 1853; e 3 de abril, das 9h às 12h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, localizada na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 - Auditório Paulo Kobayashi

Informações:

Associação de Amigos do Autista (AMA)

Presidente Maria de Fátima da Silva Souza

Tels. (11) 3277-6307 / 98336-4702

@Email: fatimasouza@ama.org.br

www.ama.org.br




sexta-feira, 17 de março de 2017

Projeto da UFSCar promove capacitação junto a equipes gestoras de Unidades do Conservação do Litoral Norte de São Paulo

 
Dentre os resultados está a formação do primeiro Grupo Voluntário de Busca e Salvamento que atende os municípios e Ubatuba (SP) e Paraty (RJ)

Iniciado em 2014, o projeto de extensão "Capacitação e treinamento para gestão de Unidades de Conservação", da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), já capacitou cerca de 100 pessoas para atuar na gestão do uso público em Unidades do Conservação do Estado de São Paulo.
As Unidades de Conservação (UCs) são espaços territoriais e marinhos detentores de atributos naturais e culturais de especial relevância para a manutenção do equilíbrio ecológico. São áreas protegidas, pois têm um papel fundamental na preservação do meio ambiente. A ideia que é as UCs conciliem a proteção da fauna, da flora e dos atrativos naturais com a exploração de seus recursos para fins científicos, educacionais, recreativos e turísticos. Dessa forma, as UCs se constituem como uma importante ferramenta para a integração entre homem e natureza. Os parques estaduais são um exemplo de UC e estão espalhados por todo o Brasil. No Estado de São Paulo, são 29 parques estaduais, além de dezenas de outros tipos de Unidades de Conservação distribuídas pelo Estado.
O projeto da UFSCar tem atuado em UCs do Litoral Norte paulista promovendo capacitação nas comunidades do entorno dessas Unidades. Os objetivos são capacitar condutores e membros das equipes gestoras das UCs; formatar novos roteiros de visitação das áreas; e estruturar Sistemas de Gestão de Segurança (SGS) para as atividades de uso público. Os treinamentos são baseados na Resolução SMA/SP nº32 da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo que estabelece procedimentos para regulamentar a visitação pública e o credenciamento de condutores; e orientados por diversas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aplicáveis ao ecoturismo e turismo de aventura. Participam do projeto o Núcleo Picinguaba do Parque Estadual Serra do Mar (Pesm) e o Parque Estadual Ilha Anchieta (Peia).
Victor Lopez Richard, docente do Departamento de Física (DF) da UFSCar, é o coordenador do projeto e destaca os resultados concretos já obtidos, como a estruturação de Sistemas de Gestão de Segurança (SGS) no Pesm e no Peia e a formação do primeiro Grupo Voluntário de Busca e Salvamento (GVBS) Costa Verde, que abrange os municípios de Ubatuba (SP) e Paraty (RJ). "O GVBS Costa Verde está sendo reconhecido por entidades - como a corporação dos Bombeiros e a Defesa Civil regional - como uma importante iniciativa dentro de um sistema de atendimento a emergência muito fragilizado pela falta de pessoal. Assim, este grupo deve contribuir para a otimização e racionalização dos recursos humanos e materiais para esse tipo de ação", relata o professor. O GVBS é formado por monitores que receberam a capacitação no projeto da UFSCar e participaram dos treinamentos e simulações de resgate dentro do cronograma do curso ofertado.
Durante os treinamentos, os conhecimentos transmitidos aos participantes incluem a interpretação de sinais climáticos; técnicas de navegação e orientação e de gerenciamento de grupos; integração e estratégias para resolução de conflitos; estratégias de comunicação e instrução; requisitos básicos de segurança; fatores que podem provocar acidentes; perigos e riscos ambientais; situações e procedimentos de emergência genéricos adequados; primeiros socorros; legislação e conservação do meio ambiente local; técnicas de mínimo impacto ambiental; e requisitos legais e regulamentares relacionados à temática. "Além disso, fomentamos e treinamos competências em técnicas verticais e de resgate em ambientes de canionismo [descida em cachoeiras com técnicas do rapel]", acrescenta o professor.
Victor Lopez afirma que, a partir dos conhecimentos adquiridos, os participantes podem desenvolver atividades de condução de forma idônea, ambientalmente responsável e segura. Para 2017, as ações do projeto serão realizadas no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), na região do Vale do Ribeira, também no Estado de São Paulo. As atividades serão semelhantes às já implementadas no Litoral Norte, incluindo processo de capacitação de condutores e a certificação de monitores ambientais, oferta de subsídios de gestão com o SGS e suas ferramentas e a formatação de novos roteiros de ecoturismo e turismo de aventura.
O projeto de extensão tem a contribuição dos professores Vandoir Bourscheidt e Andreia Cassiano, do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm), e Heros Lobo, do Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH) no Campus Sorocaba da UFSCar, e dos monitores Bruno Alberto Severian e Helvio Sousa Junior, alunos do curso de Gestão e Análise Ambiental da Universidade. Além disso, há a contribuição técnica e metodológica do Centro Universitário de Montanhismo e Excursionismo (Cume).
"Estamos orgulhosos de ter plantado sementes que transcendam a capacitação de pessoas e que permitam atender demandas de gestão. A estruturação de iniciativas regionais de utilidade pública, de maneira comunitária, a partir das competências desenvolvidas no projeto é, sem dúvidas, o seu mais importante legado", conclui Victor Lopez.

Cinemaison 20 e 21 de março - Mostra de Filmes Francofanos 2017


MBA em Gestão Ambiental e Sustentabilidade na UFSCar recebe inscrições até o final de março

As inscrições devem ser feitas no site do curso até o dia 31/3

O curso de especialização Master of Business Administration (MBA) em Gestão Ambiental e Sustentabilidade, do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), prorrogou até o final de março as inscrições para a formação da nova turma para início no 1º semestre de 2017. 
O objetivo do MBA é compartilhar conhecimentos em gestão tendo como foco a sustentabilidade, uma vez que a demanda contemporânea por produtos e serviços que utilizam recursos naturais exige uma responsabilidade socioambiental cada vez maior das instituições públicas e privadas e dos profissionais que nelas atuam. 
O curso oferece disciplinas com tópicos em economia, certificação e licenciamento ambiental, planejamento ambiental participativo, gestão de recursos e gestão de projetos e negócios.  
Podem se inscrever formados em nível superior que desejam conhecimentos para planejar, gerenciar e aprimorar a gestão de organizações com foco na sustentabilidade. A especialização tem a duração de 24 meses, com aulas presenciais em sábados alternados no Campus Sorocaba da UFSCar. As inscrições devem ser feitas pelo site do MBA, em www.mbagas.ufscar.br, até o dia 31 de março. O processo seletivo contempla entrevista com os candidatos. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail mbagas2013@gmail.com, pelo WhatsApp (15) 99657-3017 ou telefone (15) 98119-6237.




terça-feira, 14 de março de 2017

"Todas as Manhãs do Mundo", primeiro longa de Lawrence Wahba, com participações de Ailton Graça e Letícia Sabatella, estreia nos cinemas em 6/4



Lawrence Wahba, premiado documentarista de natureza selvagem, comemora 25 anos de carreira com o lançamento de seu primeiro longa-metragem, ‘Todas as Manhãs do Mundo’, que estreia nos cinemas em 6/4 (São Paulo; Rio de Janeiro e Porto Alegre) e conta com a participação de Ailton Graça e Letícia Sabatella nos papéis de personagens-narradores (sol e água, respectivamente) da incrível saga do amanhecer nos mais remotos territórios do mundo.   

A obra enquadra-se em gênero conhecido como ‘docudrama’, mesclando fantasia e realidade em sequências de imagens de tirar o fôlego. Animais como leões e búfalos, com suas intermináveis batalhas no continente africano; salmões e ursos pardos e seus ciclos vitais na floresta temperada do Canadá; as mais exóticas e coloridas criaturas marinhas que se camuflam para sobreviver nos recifes mais ricos do mundo, entre outros, dão cor e vida à produção, fruto de parceria com os criadores de “A Marcha dos Pinguins” (Bonne Pioche), vencedor de Oscar.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mostra De|generadas³


No dia 16 de março, o Sesc Santana inaugura a terceira edição da Mostra De|generadas. Agora diluído em módulos mensais ao longo de todo ano, o projeto que discute o feminismo abre a programação com nomes como o da pesquisadora Djamila Ribeiro, a cantora Paula Cavalciuk e o Instituto AzMina
Surgido justamente a partir da percepção da necessidade de se discutir o feminismo, seu papel para assegurar a dignidade da mulher e a importância da disseminação do conceito, o projeto ganha uma terceira edição, o que reforça a persistência do discurso. Assim como nas edições anteriores, parte de uma perspectiva histórica mundial do movimento, tendo como recorte o contexto brasileiro, e apresenta a herança e a perspectiva atual da luta pela igualdade de gêneros.

O De|generadas³ foi pensado em um novo formato. Antes concentrada, a programação passa a adquirir dimensão anual, dividida em ciclos que ocorrem sempre nos últimos finais de semana de cada mês, até novembro de 2017. Cada um desses blocos será composto por manifestações de diversas linguagens artísticas e atividades de formação, como palestras, bate-papos, cursos entre outras.

Como de costume, a mostra retorna em março, mês da mulher, com a exibição do documentário “Precisamos falar sobre assédio” seguido de debate com a diretora do filme, Paula Saccheta. E já na semana seguinte se inicia a série de atividades.

 

Confira abaixo a programação completa:

exibição de filme
Precisamos falar sobre assédio | 16/03, quinta, das 19h às 22h | Livre | Grátis | Teatro
(Dir.: Paula Saccheta | BRA | 2016 | 80min.)
Exibição do filme Precisamos falar sobre assédio seguido de debate com a diretora, a jornalista Paula Saccheta. Mulheres de diversos recortes sociais falam sobre suas experiências pessoais com o assédio sexual. O documentário apresenta, em oitenta minutos, os relatos de 26 dessas mulheres. Como se dialogassem diretamente com o espectador, desabafam, muitas pela primeira vez, sobre traumas e situações humilhantes ocorridas com desconhecidos e, a maioria, com membros da família ou amigos próximos. A produção coloca em questão também a culpabilização da vítima aliada à naturalização do assédio.
Paula Saccheta integra o Instituto AzMina, instituição sem fins lucrativos cujo objetivo é usar a informação para combater os diversos tipos de violência que atingem mulheres brasileiras, levando em consideração as diversidades de raça, classe e orientação sexual. Produz a Revista AzMina, publicação online e gratuita para mulheres de A a Z.

palestra
A Negra na Mídia: Comunicação, Gênero e Raça | 23/03, quinta, das 19h às 22h | Livre | Grátis | Teatro
Como a mulher negra pode ser representada sem ser usada como simples objeto capitalista no mercado? O meio midiático é, cada vez mais, afetado pelos debates sobre diversidade, em parte por pressão social, e em parte pela necessidade de as empresas atenderem o público respeitando suas singularidades. Por outro lado, se questiona qual é o real benefício da representatividade, e como o debate pode se tornar mais profundo, fora do campo do comércio da imagem das mulheres negras. Conduzida por Gabriela Moura, a palestra pretende auxiliar o espectador a identificar e combater esteriótipos e pré-conceitos e discutir a representatividade ética, indo além da propaganda.
Gabriela Moura é graduada em Relações Públicas pela Universidade Estadual de Londrina, formada em cultura e idioma árabe pelo Centro Árabe Sírio de São Paulo e especializanda em Sociopsicologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Possui 12 anos de experiência em comunicação corporativa e digital e é coautora do livro #MeuAmigoSecreto: Feminismo além das redes.
Retirada de ingressos disponível na Rede IngressoSesc a partir do dia 15/03, às 17h30.

intervenção
Festa Hot Pente | 24/03, sexta, das 19h às 22h | +14 anos | Grátis | Área de Convivência
Criado em março de 2014, o projeto itinerante de festa hip hop visa a valorização da cultura negra e do espaço da mulher no gênero. Para o De|generadas, foram convidados a rapper Kessidy Kess, o grupo de danças urbanas Gurias e o coletivo de poetas Slam das Minas. Hot Pente surge da iniciativa da jornalista Neomisia Silvestre e da produtora de moda Thaiane Almeida, o nome remete ao uso dos shortinhos/biquínis da década de 1940 e ao pente quente usado para alisar cabelos crespos.

vivência
Escambo Poético: Corpo, Gênero e Encarceramento | 25 e 26/03, sábado, das 14h às 18h e domingo, das 15h às 18h, e 01/04, sábado, das 16h às 18h | +12 anos | Grátis | Área de Convivência
A partir de um jogo de speed dating (encontro rápido), propõe-se às mulheres presentes um intercambio experiências, ideias e desejos. E então, são convidadas a estabelecer uma troca de correspondências com as detentas da Penitenciária Feminina da Capital (PFC).

show
Paula Cavalciuk | 25/03, sábado, às 19h | Livre | Grátis | Deck do Jardim
Novidade no cenário nacional brasileiro, Paula Cavalciuk apresenta seu primeiro álbum Morte e Vida. Com produção de Gustavo Ruiz e Bruno Buarque, as composições, letras e interpretação ficam por conta de Paula. O álbum traz uma variedade de gêneros, com influências de ritmos latinos e música brasileira. Natural de Campinas, a compositora canta o que chama de “realidade individualmente coletiva”. Paralelamente, trabalha em uma série de projetos artísticos focados no empoderamento feminino para estimular meninas e mulheres a criar seu próprio conteúdo e compor suas próprias músicas. Ficha técnica: Paula Cavalciuk (voz e composição), Ítalo Ribeiro (produção e bateria), Vinícius Lima e Gustavo Marques (guitarras) e Gustavo Machado (baixo).

performance
Crútero | 25/03, sábado, das 20h às 21h | +18 anos | Grátis | Área de convivência
Quais são as possibilidades entre o erótico e o grotesco? Um corpo feminino, grávido e nu, ovos e projeções audiovisuais do vídeo mudo, constituído por passagens eróticas do filme americano Behind the Green Door (1972), compõem a cena. A artista  entrega um ovo para cada um dos presentes, senta-se no cenário criado pelos ovos dispostos no chão, uma vasilha e a projeção. Quebra o restante dos ovos e deixa que as claras escorram pelo seu corpo. A textura das claras sobre o corpo gera uma viscosidade propícia para deslizar pelo chão. O corpo escorregadio não é capaz de levantar e as incessantes tentativas o levam à exaustão. Durante o processo, o vídeo é projetado sob a ação. O som dos ovos quebrando e os espasmos sonoros gerados criam composições audiovisuais entre a projeção cinematográfica e a ação. Com Juliana Bom-Tempo.

bate-papo
Feminismo: Uma Perspectiva | 26/03, domingo, das 16h às 18h | Livre | Grátis | Deck do Jardim
Com participação de Suzane Jardim e Inês Castilho, e Djamila Ribeiro como mediadora, a conversa aborda as perspectivas do movimento feminista no país. São colocados em pauta os atuais debates e reivindicações dentro de uma perspectiva histórica do feminismo no Brasil.
Inês Castilho é jornalista e pesquisadora. É cofundadora do jornal Nós mulheres, uma das editoras do Mulherio e realizadora dos filmes Mulheres da Boca e Histerias. Integra a equipe da revista digital Outras palavras
Suzane Jardim é bacharela em História pela Universidade de São Paulo e pesquisadora de gênero e dinâmicas raciais. Foi articuladora e participante ativa das Ocupações Pretas na USP, movimento pela visibilidade da luta por cotas raciais na Universidade. É feminista interseccional e atua como educadora palestrando para jovens e adultos em escolas públicas da periferia sobre questões como violência de gênero, acesso à universidade, história e cultura do povo negro. Atualmente, realiza pesquisa sobre a colocação do negro em diferentes mídias e os estereótipos que cercam esse processo.
Djamila Ribeiro é, atualmente, uma das principais referências no movimento feminista negro. É pesquisadora na área de Filosofia Política e feminista. Foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Escreve para a revista Carta Capital e para os blogs Blogueiras Negras e Lugar de Mulher.

curso
Deve-se queimar Beauvoir? | 30/03 a 20/04, quintas, das 19h às 22h | +16 anos | Grátis | Sala de Múltiplo Uso III
O curso se propõe a apresentar um panorama sobre a vida e a obra de Beauvoir, com foco nos conceitos filosóficos da autora, necessários para a compreensão de sua análise sobre a mulher presente na obra O segundo sexo, e ainda discute a importância atual da autora na discussão de questões sobre a mulher e sobre gênero em diversos âmbitos. Conduzidos por Juliana Oliva, os encontros consistirão tanto no formato de rodas de conversa com base em leituras e aulas expositivas. Na última aula, os participantes apresentarão os seus pontos de vista sobre a filósofa.
Juliana Oliva é graduada em filosofia pela Universidade São Judas Tadeu. Concluiu o mestrado em Filosofia com a dissertação “Identidade e reciprocidade em O segundo sexo de Simone de Beauvoir”. Atualmente, é doutoranda em Filosofia na UNIFESP, onde pesquisa a relação erótica autêntica como imagem da reciprocidade entre homem e mulher em Simone de Beauvoir, a partir dos conceitos de O segundo sexo e das representações na obra literária Os mandarins.

 

Serviço:
Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo. Tel.: (11) 2971-8700
Estacionamento - R$12,00 a primeira hora e R$ 3,00 a hora adicional - desconto para credenciados.
Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal sescsp.org.br

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Publicação da EdUFSCar mapeia a produção da literatura latino-americana

 

Livro, de autoria do professor Wilson Alves-Bezerra, da UFSCar, será lançado no dia 3 de março, em São Paulo

A literatura latino-americana é responsável por grande clássicos da literatura mundial, com autores de grande valor, ainda que pouco conhecidos. "Páginas latino-americanas: resenhas literárias (2019-2015)", de autoria de Wilson Alves-Bezerra, e que está sendo publicado em co-edição pela Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) e pela Oficina Raquel, apresenta clássicos e novidades dessa literatura, levando o leitor a se aprofundar neste universo, além de se familiarizar com o gênero, que oscila entre o jornalístico e o acadêmico.

O livro traz uma reunião de resenhas inéditas e também as já publicadas por Alves-Bezerra em diversos jornais do Brasil entre os anos de 2009 e 2015, todas tendo como foco a literatura latino-americana. "Os textos publicados têm como causa primeira, na maioria das vezes, não um projeto de pesquisa do professor, mas uma demanda do editor. Esta demanda, por sua vez, raras vezes, é transcendente: pode ser o lançamento de um livro, uma retradução, um prêmio, uma efeméride, uma morte", explicou o autor no posfácio da obra. Porém, ele pondera: "se por um lado, a grande maioria dos temas presentes neste livro é obra de Acaso, Demanda e Mercado – para citar três deuses contemporâneos –, as perspectivas e reflexões deste que os assina querem fazer-se relevantes. O desafio sempre foi estabelecer relações, indicar caminhos de leitura e sugerir autores e livros."

Alves-Bezerra também é irônico ao destacar o interesse em reunir as resenhas publicadas nos jornais O Estado de S.Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Zero Hora e O Estado de Minas e publicá-las em um livro: "A resenha literária, se sabe, é gênero menor, e em geral pouco considerada pela universidade. Não dá prestígio ao autor, não é considerada produção relevante pelas agências de fomento, não produz fama nem riqueza (...) quando transplantada das páginas de algum caderno literário a uma revista acadêmica, passa a ser mais considerada, discutida, indexada e pontuada pelas mesmas agências."
Ao todo são 64 artigos, que aparecem por ordem alfabética do sobrenome do autor resenhado. Lá estão analisados livros como "Antes que anoiteça", do cubano Reinaldo Arenas; "Raiva", do argentino Sergio Bizzio; "O livro de areia", do também argentino Jorge Luis Borges; "2666", do chileno Roberto Bolaño; "Cem anos de solidão", de Gabriel García Marquez; "Pornô Chic", da brasileira Hilda Hilst, entre outros. O livro traz ainda duas resenhas inéditas, as das obras "Prólogos, com um prólogo de prólogos", de Jorge Luis Borges, e "Chamadas telefônicas", de Roberto Bolaño.

Wilson Alves-Bezerra é escritor, tradutor, crítico literário e professor do Departamento de Letras da UFSCar. É doutor em literatura comparada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em literatura hispano-americana pela Universidade de São Paulo (USP), onde também se graduou. É autor dos ensaios "Reverberações da fronteira em Horacio Quiroga" (Humanitas/Fapesp, 2008) e "Da clínica do desejo a sua escrita" (Mercado de Letras/Fapesp, 2012) e das obras literárias "Histórias zoófilas e outras atrocidades (EdUFSCar/Oitava Rima, 2013), "Vertigens" (Iluminuras, 2015), obra que lhe rendeu o Prêmio Jabuti na Escolha do Leitor, categoria Poesia, e "O Pau do Brasil" (Urutau, 2016).

O lançamento de "Páginas latino-americanas: resenhas literárias" acontece em São Paulo, no dia 2 de março, às 19 horas, na Livraria Cultura - Conjunto Nacional, localizada na Avenida Paulista, 2.073.
Mais informações estão disponíveis no site www.editora.ufscar.br.